A franquia Men In Black começou com muito sucesso no final dos anos 90 e foi perdendo fôlego, tendo um recente terceiro capÃtulo com relativo pouco público. Isso foi um fator que contribuiu para a série ficar “de lado”, até que resolveram resgatar o contexto e o universo rico explorado por Barry Sonefeld, baseado nos quadrinhos da Marvel britânica para trazer de volta os mÃticos homens de preto. Agora, de forma diferente, em um contexto totalmente internacional, saindo do universo americano.
Para dar fôlego à nova aventura, Men in Black International, foi chamada uma dupla de atestado sucesso recente nos cinemas: Chris Heminsworth e Tessa Thompson, que brilharam como Thor e Valkiria juntos em alguns dos mais recentes filmes da Marvel. E a parceria não decepciona, sendo um dos pontos altos do filme, que também conta com atores do calibre de Liam Neeson (sem mexerem com a famÃlia dele, finalmente), Emma Thompson e o sempre caricato Kumail Nanljani no papel do pequeno alien Pawny.
Fora o elenco, o filme consegue manter divertidas passagens que brincam com a história de marcos turÃsticos. Desta vez envolvendo nada mais nada menos do que a torre Eiffel e o canal da mancha. Isso tudo aliado à quela vibe tecnológica de encher os olhos que sempre fez parte do universo dos agentes universais.
O enredo por sua vez não traz nada demais, e acaba se mostrando um pouco previsÃvel e sem grandes emoções, que são aumentadas pelos efeitos especiais de encher os olhos, inclusive dos aliens gêmeos que fazem a função de vilões durante o filme e lembram muito os gêmeos albinos de Matrix Reloaded. Ou seja, percebe-se que as boas sacadas do filme nada mais são do que adaptações de outras boas ideias tidas por outras pessoas em outros filmes. Muito pouco para destacar um filme nos dias atuais.
Se não tem nada que faça do filme uma maravilha, não há nada que o derrube também. Em outras palavras, é um filme que não decepciona nem encanta, mas que serve de boa diversão. Simpático e divertido, e nada mais.
