O jornalista César Tralli explicou, durante o Jornal Nacional desta quinta-feira (1º), o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. O encontro estava previsto para a noite, mas acabou suspenso após uma sequência de decisões judiciais.
As liminares modificaram as regras e a composição do programa poucas horas antes da transmissão. Em comunicado da emissora, Tralli afirmou que as determinações tomadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocaram insegurança jurídica para a realização do evento.
Decisões na justiça alteraram regras no debate da Globo
Segundo a Globo, as regras do debate haviam sido definidas previamente em acordo com os partidos e sofreram alterações de última hora. Uma das decisões partiu da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a emissora de exibir o púlpito reservado a Luiz Inácio Lula da Silva, que havia informado que não participaria do debate.
A determinação também impediu que os candidatos presentes direcionassem perguntas ao presidenciável ausente, modificando uma dinâmica que estava prevista no regulamento original. Na sequência, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão de Renan Santos, candidato do Missão, no encontro.
César Tralli desabafa sobre a finalidade dos debates na Globo
Diante das sucessivas alterações, a TV Globo informou que não havia tempo suficiente para reorganizar o debate dentro das condições estabelecidas inicialmente. A emissora também classificou as mudanças judiciais como uma interferência nas regras previamente acordadas para o programa e decidiu pelo cancelamento do encontro.
Durante a explicação, César Tralli destacou a tradição da Globo na realização de debates eleitorais e afirmou que a finalidade desses encontros é permitir que os eleitores conheçam e comparem propostas e ideias dos candidatos. “Nosso dever é o de promover a democracia”, declarou o jornalista.
