Em 23 de janeiro de 2019, o ator Caio Junqueira morreu aos 42 anos, no Rio de Janeiro, após passar uma semana internado em decorrência de um grave acidente de trânsito. O artista estava no Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, desde 16 de janeiro, quando sofreu o acidente no Aterro do Flamengo.
Naquele dia, Caio dirigia sozinho em direção ao Centro quando perdeu o controle do veículo. Câmeras de monitoramento registraram o carro atravessando as pistas, subindo o canteiro central e atingindo violentamente uma árvore.
O impacto foi muito forte. O ator ficou preso às ferragens e foi encontrado desacordado pelas equipes de emergência. Ele sofreu uma fratura exposta e um grave trauma na região do tórax, além de uma grande perda de sangue. Após ser retirado do veículo, foi levado às pressas para o Hospital Miguel Couto.
Caio Junqueira passou por cirurgia e teve momentos de reação
Internado em estado grave, o ator precisou passar por procedimentos cirúrgicos, incluindo uma intervenção na mão direita. Durante os dias seguintes, permaneceu sob cuidados médicos na unidade coronariana e também apresentou episódios de febre.
Mesmo diante da gravidade do quadro, a família chegou a ter esperança de que Caio pudesse se recuperar. No sábado, 19 de janeiro, familiares perceberam uma pequena reação do artista.
Segundo a mãe do ator, mesmo sedado, Caio abriu os olhos e tentou se levantar do leito. O momento foi interpretado pelos familiares como um sinal de que ele ainda estava reagindo. “Isso mostra que ele está querendo lutar pela vida”, declarou a mãe na época.
A esperança, porém, durou pouco. Na madrugada de 23 de janeiro, o estado de saúde de Caio voltou a piorar após o retorno da febre. Horas depois, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a morte do ator, às 5h15.
Ator deixou trabalhos marcantes no cinema e na televisão
Caio Junqueira começou a carreira artística ainda criança, aos sete anos, no teatro. Filho do também ator Fábio Junqueira e irmão de Jonas Torres, ele posteriormente conquistou espaço na televisão e no cinema brasileiro.
Sua estreia na televisão aconteceu na extinta Rede Manchete. Depois, passou por diversas produções da TV Globo, entre elas “Hilda Furacão” e “O Clone”. No cinema, participou de filmes como “Central do Brasil” e “Zuzu Angel”.
Um dos maiores destaques de sua carreira veio em “Tropa de Elite”, de José Padilha. Caio interpretou o aspirante Neto, o “aspira 06”, personagem que se tornou um dos mais lembrados de sua trajetória.
Antes de morrer, o ator também havia trabalhado em produções da Record e da Fox Brasil. Seu último trabalho de destaque foi na série “O Mecanismo”, da Netflix, na qual interpretou Henrique Villa Verde e voltou a trabalhar com José Padilha.
A morte de Caio Junqueira aconteceu sete dias depois do acidente que o deixou gravemente ferido. Aos 42 anos, o ator encerrou uma trajetória iniciada ainda na infância e marcada por trabalhos importantes no cinema, na televisão e no teatro brasileiro.
