A Globo tomou uma decisão em Quem Ama Cuida que atende a uma expectativa importante do público: dar mais espaço aos dramas das chamadas peruas da novela das nove. Carmita, Fábia, Silvana e Dora começaram a trama cercadas por luxo, festas, joias e compromissos sociais, mas a realidade mudou. Agora, três delas enfrentam problemas capazes de transformar completamente suas vidas na novela das nove da Globo.
A mudança ajudou a renovar o ritmo de Quem Ama Cuida, principalmente por criar histórias paralelas à jornada de Adriana. Em vez de funcionarem apenas como alívio cômico, as personagens passaram a ganhar conflitos próprios. A estratégia também recupera uma característica tradicional das novelas brasileiras, nas quais personagens ricos enfrentavam problemas pessoais apesar do conforto financeiro.
Produções marcantes em Quem Ama Cuida
Conforme Daniel Farad, do Notícias da TV, esse tipo de narrativa marcou produções de décadas anteriores, quando os dramas das famílias abastadas ocupavam espaço relevante no horário nobre. Com o passar dos anos, porém, a teledramaturgia passou a investir cada vez mais em histórias próximas da realidade da classe média e das camadas populares. A mudança trouxe identificação, mas também acabou tornando algumas abordagens repetitivas.
Em Quem Ama Cuida, a diferença está justamente em mostrar que dinheiro não impede ninguém de enfrentar decepções, conflitos familiares e problemas afetivos. Carmita, Silvana e Dora, por exemplo, estão descobrindo que o patrimônio e a posição social não garantem felicidade. Essa humanização aproxima as personagens do público e deixa suas trajetórias mais interessantes.
Transformação na novela das nove da Globo
Dora talvez seja o maior exemplo dessa transformação. Interpretada por Mariana Ximenes, a personagem deixou para trás a imagem de mulher acomodada para enfrentar escolhas difíceis e reconstruir sua própria vida. Com isso, a novela das nove da Globo consegue fazer suas peruas ganharem profundidade, atendendo ao público que queria vê-las envolvidas em histórias mais relevantes.
