A Globo voltou a sentir os efeitos da ausência dos direitos de transmissão de todas as partidas da Copa do Mundo e viu um de seus principais produtos perder a liderança de audiência na noite de quinta-feira (2). Exibido no mesmo horário da partida entre Portugal e Croácia, o Jornal Nacional acabou superado pelo conjunto de plataformas de streaming, que concentraram grande parte da atenção do público interessado na reta decisiva do Mundial.
O resultado representa um cenário incomum para o principal telejornal da televisão brasileira, tradicionalmente líder absoluto em sua faixa de exibição. Segundo dados consolidados de audiência da Grande São Paulo, obtidos pelo TV Pop junto a fontes do mercado, o Jornal Nacional registrou média de 22,26 pontos entre 20h29 e 21h26.
Apesar de manter um índice elevado, o desempenho não foi suficiente para superar os serviços de vídeo sob demanda, que alcançaram média de 23,95 pontos impulsionados pela transmissão da partida envolvendo Cristiano Ronaldo. Nem mesmo o pico de 23,74 pontos obtido pelo telejornal conseguiu ultrapassar a média registrada pelas plataformas digitais.
Concorrência forte para a Globo
A derrota evidencia o impacto da estratégia adotada pela Globo nesta edição da Copa do Mundo. Sem os direitos de todos os confrontos do torneio, a emissora passou a enfrentar uma concorrência muito mais forte em horários tradicionalmente dominados por sua programação. O duelo entre Portugal e Croácia despertou enorme interesse do público por marcar aquele que poderia ter sido o último jogo de Cristiano Ronaldo em Copas do Mundo, direcionando milhões de espectadores para outras plataformas.
Desempenho em baixa da Globo
Além do desempenho abaixo do habitual, o resultado do Jornal Nacional acabou influenciando a audiência da programação exibida na sequência. A perda de público durante o telejornal contribuiu para que outros produtos da faixa nobre também enfrentassem dificuldades diante da concorrência dos streamings. O cenário reforça uma mudança no hábito dos telespectadores, que passaram a dividir a atenção entre a televisão aberta e plataformas digitais durante os grandes eventos esportivos.
