A Justiça determinou que o SBT e o apresentador Carlos Massa, conhecido como Ratinho, garantam à deputada federal Erika Hilton o direito de resposta em sua grade de programação. A decisão judicial ocorre após o comunicador ter feito comentários transfóbicos e ofensivos em seu programa, nos quais negou a identidade de gênero da parlamentar.
Conforme estabelecido, a emissora deverá exibir um vídeo gravado pela deputada, com duração idêntica ao tempo utilizado pelo apresentador para proferir as ofensas. Essa medida visa reparar o dano causado, permitindo que a parlamentar se manifeste diante do mesmo público que acompanhou o ataque. O descumprimento da ordem dentro do período estipulado sujeitará o SBT ao pagamento de multas diárias significativas fixadas pelo magistrado.
Defesa da dignidade
Nas redes sociais, a deputada federal comemorou a decisão judicial, classificando o resultado como um avanço significativo na proteção dos direitos civis. Para a parlamentar, a vitória transcende o conflito específico com o apresentador, consolidando-se como um precedente jurídico e institucional importante contra atos discriminatórios no Brasil.
Erika Hilton afirmou que aproveitará a oportunidade na televisão para defender não apenas sua própria honra, mas também a dignidade de toda a comunidade de pessoas trans e travestis que ela representa no Congresso.
Ética e responsabilidade social
O episódio repercutiu intensamente no ambiente digital, provocando novas discussões sobre a ética no entretenimento, os limites do humor e o dever de responsabilidade social das emissoras que operam por meio de concessões públicas.
