Os carros mais absurdos que famosos brasileiros já compraram e o que cada escolha diz sobre quem está no volante

Você já teve essa curiosidade em algum momento?

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Existe uma teoria não oficial, mas amplamente confirmada pela realidade, de que você pode entender muito sobre uma pessoa olhando para o carro que ela escolheu. Não o carro que ela precisava. O carro que ela quis.

Para os famosos brasileiros que chegaram ao nível em que o dinheiro deixa de ser limitação e vira ferramenta de expressão, essa escolha diz coisas sobre identidade, ego, nostalgia e às vezes sobre um senso de humor que os fãs nunca suspeitariam. E em São Paulo, onde os carros mais caros do mundo circulam nas mesmas ruas que o Onix do Uber, essa história fica ainda mais interessante.

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Neymar: o Batmóvel que ninguém pediu mas todo mundo queria ver

Começar qualquer conversa sobre garagens absurdas de famosos brasileiros sem Neymar seria desonesto. A coleção do atacante, avaliada em mais de R$ 360 milhões incluindo jatos e helicóptero, tem de tudo: Ferrari, Lamborghini, Porsche, Mercedes G63, um McLaren e uma Kombi que aparece no meio de tudo como piada autoconsciente de quem pode ter qualquer coisa e resolve ter também aquilo.

Mas o carro que sintetiza a personalidade da garagem de Neymar não é nenhum desses. É a réplica funcional do Batmóvel. Não é uma escultura de enfeite. É um veículo que funciona, que cabe em rua e que o jogador apareceu dirigindo com a seriedade de quem acabou de salvar Gotham. A escolha diz tudo: Neymar não compra carro para se locomover. Compra para contar uma história sobre si mesmo. E o Batmóvel é o capítulo mais honesto dessa história: cresceu fã de super-herói, ficou rico o suficiente para materializar a fantasia e fez isso sem pedir desculpas para ninguém.

Entre os carros em SP que mais chamam atenção quando aparecem nas ruas da cidade, qualquer um da coleção de Neymar garantiria engarrafamento instantâneo na Faria Lima.

Ronaldinho Gaúcho: o Bugatti de quem nunca esqueceu que a vida é para ser vivida

Ronaldinho Gaúcho tem um Bugatti Veyron avaliado em cerca de R$ 10 milhões. Para qualquer outro ex-jogador, essa seria a peça central da coleção, o carro que aparece na foto principal, a declaração máxima de chegada. Para o Bruxo, é mais um item numa filosofia de vida que pode ser resumida em: se vai fazer, faz com alegria e sem moderação.

O Bugatti Veyron não é apenas rápido. É uma obra de engenharia que parece desafiar a física com personalidade própria. Motor W16 com 16 cilindros, 1.001 cavalos de potência e capacidade de atingir 400 km/h em condições ideais. Em São Paulo, onde o trânsito médio circula a 18 km/h nos horários de pico, é um paradoxo ambulante. Mas Ronaldinho nunca foi sobre eficiência. Foi sempre sobre espetáculo. E o Bugatti é exatamente isso: espetáculo em quatro rodas.

Hulk: o poder que vem antes da sutileza

Hulk, o atacante baiano que fez fortuna no futebol russo e chinês antes de voltar ao Brasil pelo Atlético Mineiro, tem uma garagem que reflete exatamente o estilo de jogo que o tornou famoso: potência antes de qualquer outra coisa. SUVs gigantes, esportivos de alta cilindrada e uma preferência por veículos que comunicam força física antes mesmo de ligarem o motor.

A escolha de Hulk pelo tipo de carro que ele escolhe diz algo específico sobre o perfil do atleta que construiu a carreira em mercados onde a ostentação é parte do contrato social: Rússia e China. Quem passa anos nesses ambientes aprende que o carro não é apenas transporte, é credencial. E Hulk aprendeu essa lição bem.

Wesley Safadão: o nordestino que chegou em SP com tudo

Wesley Safadão representa um capítulo específico da história dos famosos brasileiros e seus carros: o artista do interior que chegou ao topo com velocidade suficiente para compensar anos de privação numa tacada só. A garagem do cantor inclui Lamborghini Urus, Ferrari e uma coleção de SUVs de luxo que seriam improváveis nas ruas de Fortaleza onde começou e que hoje circulam entre os endereços mais badalados de São Paulo.

O Lamborghini Urus avaliado em quase R$ 3 milhões não é uma escolha aleatória para um artista sertanejo. É um SUV que combina a praticidade de um veículo de família com o impacto visual de um supercar italiano. É, em essência, o carro perfeito para quem quer as duas coisas ao mesmo tempo e pode pagar por isso. Safadão construiu a carreira exatamente assim: sem escolher entre o popular e o grandioso. Por que o carro seria diferente?

Ana Maria Braga: o Mercedes G63 que virou símbolo de geração

Ana Maria Braga postando vídeo no Mercedes G63 não é apenas uma celebridade mostrando o próprio carro. É um fenômeno cultural. O Mercedes G63, avaliado em aproximadamente R$ 1,9 milhão nos carros em SP, é o SUV mais fotografado por famosos no Brasil. É o carro que aparece nas stories de influenciadores, nos clipes de funk e nas garagens de quem quer comunicar chegada de forma que cruza gerações e nichos.

O fato de Ana Maria Braga, apresentadora de 75 anos e símbolo do café da manhã brasileiro, usar exatamente o mesmo carro que rappers e atletas de 20 e poucos anos diz algo fascinante sobre o G63: ele transcendeu o nicho de luxo e virou linguagem universal de status no Brasil. É o único carro que conecta, sem esforço, uma apresentadora veterana da Globo a um funkeiro de São Paulo. Não existe outro veículo no país que faça isso.

O que todos eles têm em comum

Olhando para essa lista, uma coisa salta: nenhum desses carros foi comprado pela lógica. Todos foram comprados pela emoção, pelo símbolo, pela declaração que fazem sobre quem os conduz. Neymar quer ser Batman. Ronaldinho quer ser espetáculo. Hulk quer ser força. Safadão quer ser chegada. Ana Maria quer ser atemporal.

São Paulo, que reúne a maior concentração de carros de luxo do Brasil e um dos maiores mercados de carros em SP da América Latina, é o palco onde essas histórias se cruzam no trânsito. Numa cidade que tem Onix ao lado de Lamborghini e Uber ao lado de Bugatti, cada escolha de carro é uma declaração identitária que todo mundo lê, mesmo sem saber que está lendo.