Caso Deolane: influenciadora se nega a entregar senhas de celulares para a polícia em depoimento

Deolane tem celulares apreendidos e polícia afirma conseguir acessar dados dos aparelhos.

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A advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi novamente detida, desta vez no âmbito da Operação Vérnix, uma ação conjunta entre a Delegacia-Geral de Polícia e a Procuradoria-Geral de Justiça. O foco das investigações é um esquema de lavagem de dinheiro de proporções milionárias, comandado pela liderança do PCC através de uma empresa de transportes fictícia.

Após a realização da audiência de custódia, a Justiça optou por manter a prisão de Deolane, que acabou transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, situada no interior paulista. No decorrer das buscas em sua residência, localizada em um condomínio de alto padrão em Tamboré, na Grande São Paulo, a equipe policial confiscou dois de seus telefones celulares.

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Deolane recusa desbloquear celulares apreendidos

Quando interrogada pelos agentes de segurança, a influenciadora negou-se a entregar as senhas para o desbloqueio dos aparelhos. O delegado Edmar Rogério Dias Caparroz, da Delegacia Seccional de Presidente Venceslau — base dos trabalhos —, esclareceu que a recusa em colaborar não vai travar o andamento das investigações.

De acordo com o policial, a equipe de investigação dispõe de tecnologia avançada e métodos de perícia forense para extrair conversas, arquivos e dados salvos nos celulares que sejam de real interesse para o inquérito.

Bens de luxo e empresas de fachada

A detenção de Deolane aconteceu assim que ela desembarcou de uma viagem a Roma. Durante a ação, a força-tarefa apreendeu com a influenciadora aproximadamente R$ 50 mil em espécie, além de joias, relógios e computadores. As autoridades também recolheram seis automóveis de luxo com blindagem, sendo que quatro deles estavam sob a posse da própria advogada e os outros dois com Éverton de Souza, indivíduo apontado pelas investigações como contador de Deolane e operador financeiro da facção criminosa.