De acordo com o portal Extra, a abertura de “Quem Ama Cuida” entra nesta segunda-feira (18) com uma sequência de enchente que exigiu uma operação inédita na Globo. A novela de Walcyr Carrasco e Claudia Souto começa justamente com a tragédia que destrói a vida da fisioterapeuta Adriana (Letícia Colin), arranca o marido Carlos (Jesuíta Barbosa) e empurra a personagem para um abrigo em São Paulo. Para chegar ao resultado, a equipe rodou a sequência ao longo de uma semana no Parque Radical de Deodoro, no Rio.
O cenário escolhido foi a piscina do parque, que se transformou no “lago” da enchente. Três casas cenográficas foram construídas dentro do espelho d’água de 13 mil metros quadrados e projetadas para reagir à força da chuva e da correnteza. A produção montou um grid de chuva de aproximadamente 2 mil quilos, com cobertura de 1,2 mil metros quadrados, criado exclusivamente para o projeto. Cerca de 270 profissionais das áreas técnica e artística entraram na operação.
Quem Ama Cuida: bastidores da enchente unem efeitos especiais e painel de LED
A cena combinou recursos físicos e virtuais. O set teve mangueiras de alta pressão para simular chuva forte, geradores de onda para variar a correnteza e destroços cenográficos para reforçar o impacto. Como fundo, foi instalado um painel de LED de 200 metros quadrados, com imagens de áreas de São Paulo sob temporal. Dois guindastes com sistemas de iluminação especiais foram calibrados para conversar com o conteúdo exibido no painel.
Para Jesuíta Barbosa, intérprete de Carlos, a sequência também carrega uma camada social. “Esse início fala sobre um planejamento social precário que a gente tem no Brasil”, observou o ator. Isabela Garcia, que vive Elisa, mãe de Adriana, contou que o desafio foi físico e emocional. “Foram várias noites. O mais forte foi vivenciar a realidade de tantas pessoas, com o desafio de transmitir tristeza e força em meio a toda aquela água”, relatou.
Quem Ama Cuida: Tony Ramos e Letícia Colin falam da gravação da enchente
Com 49 anos de Globo, Tony Ramos, o Otoniel, disse que nunca tinha visto uma estrutura assim na TV brasileira. “Já participei de novelas em que havia necessidade de simular temporais, mas a estrutura que fizemos para a enchente que irá aparecer nos dois episódios iniciais desse projeto, eu, com 49 anos de empresa, nunca vi na TV brasileira”, afirmou. Letícia Colin classificou a experiência como inesquecível e citou a força da equipe nas noites de gravação.
