De acordo com Márcia Pereira, do portal NotÃcias da TV, Três Graças se despede nesta sexta (15) deixando um saldo positivo. Em coluna de balanço, a jornalista escreve que a novela das nove de Aguinaldo Silva, VirgÃlio Silva e Zé Dassilva se firmou entre as tramas de maior apelo popular dos últimos anos, mesmo sem ter virado fenômeno de audiência.
O texto coloca em debate quem brilhou mais na história: os vilões ou os mocinhos. Para a colunista, os dois lados tiveram peso, mas a vantagem ficou com os antagonistas. Ferette (Murilo BenÃcio) e Arminda (Grazi Massafera) são tratados como o ponto alto da saga, descritos como figuras debochadas, vaidosas e cheias de falas marcantes.
Por que Ferette e Arminda se destacaram em Três Graças
Na leitura da coluna, Ferette foi além do vilão simplesmente perverso: Murilo BenÃcio deu ao personagem cinismo e prazer no jogo, sem prendê-lo ao mal absoluto. Já Arminda partiu de uma patroa arrogante e foi somando descontrole e comédia ao longo dos capÃtulos. Para Márcia Pereira, o vaivém entre os dois trouxe leveza a momentos que poderiam soar apenas pesados.
A jornalista também reconhece a importância dos protagonistas. Gerluce (Sophie Charlotte) é apontada como a base da novela, uma mulher que enfrentou uma série de provações sem nunca se acomodar no papel de vÃtima. Paulinho (Romulo Estrela), por sua vez, aparece como o porto afetivo da mocinha, com um percurso mais colado ao dela do que conduzido por conta própria.
O balanço de Três Graças e o resgate do folhetim clássico
Para a colunista, o maior acerto de Três Graças foi devolver ao público o gosto de acompanhar um folhetim à moda antiga, recheado de vilões cruéis, segredos, vingança, amor e redenção. O texto admite que a trama exagerou em alguns pontos, como manda o gênero, mas soube usar esses excessos a seu favor. A história será substituÃda por Quem Ama Cuida, de Walcyr Carrasco e Claudia Souto, nesta segunda (18).
