A atriz Leandra Leal utilizou suas redes para criticar a circulação de informações incorretas na televisão. O posicionamento ocorreu após a participação de Juliano Cazarré no GloboNews Debate, na terça-feira (12). Na atração, o artista apresentou estatísticas irreais sobre os índices de violência de gênero no país, gerando repercussão entre o público e profissionais da comunicação.
Durante o programa, o ator declarou que “mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres”. A fala foi questionada na transmissão, mas continuou circulando na internet. Em resposta, a artista publicou no X, antigo Twitter: “Uma mentira repetida mil vezes não vai virar verdade. Programas de debates e entrevistas não podem permitir que dados distorcidos sejam usados para comprovar pontos de vista. A correção tem que vir na mesma velocidade da fala com checagem de fatos em tempo real”.
Leandra Leal exige postura firme contra fake news na TV
Na sequência, a profissional compartilhou um vídeo defendendo uma atitude incisiva da imprensa diante de declarações infundadas ao vivo. Ela pontuou: “Eu gostaria de pedir um comportamento do Jornalismo brasileiro que é, sim, de interferir quando uma fake news está acontecendo, principalmente em programas de debate”. A justificativa é que a ausência de retificação imediata facilita a viralização de conteúdos enganosos na internet, conferindo a eles uma falsa aparência de veracidade.
As estatísticas oficiais sobre a violência de gênero no Brasil apresentam um cenário oposto ao mencionado. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicou que o país contabilizou 1.568 vítimas de crime contra mulher em 2025. Os dados mostram que 97,3% das ocorrências com autoria identificada tiveram homens como responsáveis. A pesquisa detalha que 59,4% das vítimas perderam a vida pelas mãos de parceiros íntimos e 21,3% por ex-companheiros.
Leandra Leal defende checagem de fatos após fake news de Juliano Cazarré de que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres":
“Eu gostaria de pedir um comportamento do jornalismo brasileiro de interferir quando uma fake news está acontecendo. O jornalismo não… pic.twitter.com/SEFxVmFy54
— QG do POP (@QGdoPOP)
Dados oficiais contrariam declaração de Juliano Cazarré
Além dos números do Fórum, outras instituições confirmam a gravidade da situação. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que os índices de violência letal contra o público feminino registraram um aumento de 2,5% no período entre 2022 e 2023. Essas informações documentadas pelos órgãos de pesquisa reforçam o panorama atual e embasam as contestações feitas aos dados apresentados durante a transmissão do canal de notícias.
