Segundo o portal Extra, a novela Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva em parceria com VirgÃlio Silva e Zé Dassilva, chega ao fim na próxima sexta-feira (15) com um saldo bastante positivo. A trama marcou o retorno do autor à Globo e agradou pela construção amarrada e pelo desenvolvimento consistente do enredo.
A direção de Luiz Henrique Rios foi apontada como um dos pontos altos do folhetim, ao lado do desempenho do elenco. Sophie Charlotte ganhou força como Gerluce em sua primeira protagonista no horário nobre, em uma mocinha que rompeu padrões do gênero ao articular um roubo por justiça social.
Três Graças termina com elenco afiado e desempenhos marcantes
Alana Cabral subiu de patamar como Joélly, a jovem que engravida na adolescência, enquanto Paulo Mendes, na pele de Raul, entregou seu melhor trabalho na carreira. Dira Paes, como LÃgia (mãe de Gerluce e avó de Joélly), esteve em sintonia com as parceiras, e o trio protagonizou as cenas mais emocionantes da novela.
Pedro Novaes mostrou maturidade cênica ao viver Leonardo, e Gabriela Loran ganhou sua grande chance na TV com Viviane, papel que colocou a questão trans no centro da narrativa sem cair em rótulos. O romance entre Lorena (Alanis Guillen) e Juquinha (Gabriela Medvedovsky) virou fenômeno nas redes, e Arlete Salles foi bem aproveitada como Josefa.
Vilões de Três Graças brilham e núcleo cômico fica como único senão
Os vilões Arminda (Grazi Massafera) e Ferette (Murilo BenÃcio) renderam ótima parceria, enquanto Andréia Horta mostrou força como Zenilda. Fernanda Vasconcellos teve retorno de destaque como Samira, depois de quase dez anos longe das tramas, e Daphne Bozaski acertou em sua primeira vilã. O único senão ficou com o núcleo cômico do porteiro Rivaldo (Augusto Madeira), que não rendeu e ainda ganhou uma trama forçada na reta final.
