A apresentação da cantora Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu mais de dois milhões de pessoas no último sábado. Durante o espetáculo, o espaço destinado a convidados e patrocinadores contou com a presença de personalidades da mídia. As atrizes Grazi Massafera e Bella Campos compareceram à área VIP após firmarem acordos comerciais com uma marca de cerveja, recebendo pagamentos altos para realizarem uma aparição de curta duração no local.
A remuneração repassada a Grazi Massafera atingiu o montante de R$ 180 mil, estipulado para uma permanência de uma hora no espaço da patrocinadora. A atriz, que integra o elenco da novela Três Graças como a personagem Arminda, utilizou um helicóptero particular para chegar ao destino sem enfrentar o trânsito. Durante o período em que esteve presente, ela atendeu aos profissionais de imprensa, posou para fotografias e manteve uma postura receptiva com os convidados.
Valor pago a Bella Campos no show da Shakira
Bella Campos firmou um contrato com a mesma empresa de bebidas para faturar R$ 90 mil, quantia equivalente à metade do valor destinado à colega. A exigência contratual também determinava a presença da artista por sessenta minutos na área reservada. A intérprete de Maria de Fátima no remake de Vale Tudo optou por uma postura reservada durante a noite, limitando-se a participar das sessões de fotos institucionais e recusando conceder entrevistas aos repórteres presentes.
O distanciamento de Bella Campos em relação aos jornalistas ocorre em um período de repercussão de suas recentes falas sobre os bastidores da TV Globo. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, do jornal O Globo, a artista relatou ter enfrentado situações de misoginia durante o desenvolvimento do folhetim. Ela detalhou ter procurado o compliance da emissora para registrar queixas contra o ator Cauã Reymond, apontando atitudes que classificou como desrespeitosas e machistas.
Relato de Bella Campos sobre Cauã Reymond e misoginia
A atriz descreveu o clima nos estúdios como tenso e explicou como essa dinâmica interferiu em seu desempenho profissional inicial. “Meu maior desafio dentro desse projeto foi ter que conviver com uma misoginia interna. Acho que isso era o que no começo me deixava travada, essa sensação de abafamento. As pessoas veem o resultado na tela, mas não fazem ideia das coisas que acontecem nos bastidores e o quanto isso pode afetar o resultado. Eu me senti oprimida no começo”, declarou.
