Casa do Patrão: programa passa dos limites ao exibir Vini e crítica aponta nova fase do vale-tudo na TV

Coluna de Sandro Nascimento questiona a estratégia de Boninho de expor momentos íntimos em busca de audiência.

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De acordo com Sandro Nascimento, do portal Natelinha, o Casa do Patrão, reality da Record em parceria com o Disney+, exibiu na sexta-feira (01) uma das cenas mais polêmicas de sua curta trajetória: o participante Vini foi flagrado urinando fora do vaso sanitário durante a dinâmica do VAR. O episódio, transmitido em rede nacional, causou constrangimento ao envolvido e gerou repercussão imediata nas redes sociais.

Para Nascimento, o caso vai além de um momento embaraçoso isolado. A cena entrou para o ranking das situações mais degradantes já exibidas na TV aberta brasileira, funcionando como símbolo de uma crise de qualidade que a televisão enfrenta. O jornalista aponta que o programa apostou deliberadamente no mau gosto como estratégia de ibope e engajamento nas redes sociais.

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A estratégia de Casa do Patrão e o limite do sensacionalismo

O colunista lembra que a televisão brasileira sempre flertou com o sensacionalismo. Desde Chacrinha, passando pelo “sushi erótico” do Faustão, a primeira fase do Ratinho e o Povo na TV da época da TVS, o gênero sempre empurrou fronteiras. O que muda agora, segundo Nascimento, é que os realities transformaram a intimidade em espetáculo num grau sem precedentes, revelando até onde os participantes topam ir em busca de dinheiro, fama e seguidores.

O idealizador do programa, Boninho, enfrenta seu maior desafio desde que deixou a Globo. O Casa do Patrão só conseguiu superar o SBT em audiência na estreia de segunda-feira (27) e vem oscilando desde então. Para Nascimento, a cena do xixi até repercutiu, mas o efeito colateral é uma imagem desgastada: “tantos erros nesta 1ª edição e até na baixa qualidade das imagens fazem tudo parecer um grande ensaio para a temporada do ano que vem”.

Boninho e a Record no limite: Casa do Patrão precisa de mais do que polêmica

O tom da coluna é de alerta. Nascimento reconhece que audiência é fundamental para qualquer programa, mas defende que um mínimo de bom senso e respeito ao telespectador precisa existir. Nem tudo pode ser justificado por ser reality ou brincadeira, e a tendência de expor situações cada vez mais extremas pode comprometer a credibilidade do formato e do próprio Boninho num mercado que cobra qualidade para sustentar audiência a longo prazo.