Globo precisa se explicar por furo imperdoável que foi ao ar em A Nobreza do Amor

Furo em A Nobreza do Amor faz a Globo ter que se preocupar com contradição no ar.

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A presença de mulheres ao volante em A Nobreza do Amor gerou debate entre os telespectadores e levantou uma curiosidade histórica interessante. Uma leitora entrou em contato com o site Notícias da TV para comentar as cenas em que personagens femininas aparecem dirigindo carros, algo considerado incomum para a década de 1920. A emissora responsável pela produção se posicionou oficialmente, destacando que a obra é ficcional, mas construída com base em referências históricas e pesquisas de época.

Na narrativa, as personagens Virgínia (Theresa Fonseca) e Graça (Fabiana Karla) pertencem à elite da fictícia cidade de Barro Preto. Por conta de sua condição financeira privilegiada, elas têm acesso a automóveis da família, algo raro naquele período. Além disso, são retratadas como mulheres independentes, inteligentes e com forte personalidade, características que reforçam sua autonomia dentro da trama.

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Globo se explica por erro ao ar em A Nobreza do Amor

Dentro desse contexto, não soa totalmente improvável que ambas assumam o volante, mesmo enfrentando dificuldades. Um exemplo marcante envolve Virgínia, que demonstra pouca habilidade ao dirigir e quase provoca um acidente com Sebastião (João Fontenele). A cena, além de cômica, reforça o tom leve e fictício da novela, que mistura elementos históricos com liberdade criativa.

Em resposta à repercussão, a emissora explicou que a novela é uma fábula ambientada nos anos 1920. “A Nobreza do Amor é uma fábula que se passa nos anos de 1920. Ainda assim, para construir a trama na ficção, os autores se baseiam em pesquisas e em jornais da época que apontam os anos de 1906-1907 como o momento quando as primeiras mulheres do país conquistaram licenças para dirigir”, diz a nota da emissora.

Documentos históricos

De fato, documentos históricos confirmam a presença feminina nos primórdios da direção no Brasil. A obra Automóvel no Brasil: 1893-1966 reúne informações sobre o início da indústria automobilística e cita pioneiras nesse cenário. Registros indicam que, em 1896, uma mulher já circulava de carro em Petrópolis, enquanto em 1906, Andréa Patureau de Oliveira obteve permissão oficial para conduzir veículos, mesmo antes da criação da carteira nacional de habilitação.