De acordo com Fagner Vilela, do portal iG, o diretor de televisão Homero Salles publicou no LinkedIn uma análise contundente sobre a estreia do reality show Casa do Patrão. Conhecido por sua longa parceria com Gugu Liberato, Salles apontou falhas graves na condução do programa e afirmou que Boninho cometeu um erro estratégico ao escalar Leandro Hassum como apresentador da atração, exibida pela Record com transmissão 24 horas no Disney+.
Na avaliação do diretor, Hassum chegou ao programa sem o preparo necessário para comandar um reality. “Ficou patente o despreparo e desconhecimento das regras básicas do programa para dar um mÃnimo ritmo na condução… deu dó… e vergonha alheia”, escreveu. Salles também destacou a dependência do humorista ao ponto eletrônico: “Totalmente dependente de um ponto no ouvido que se tornou, afinal, um verdadeiro ‘aparelho de tortura'”.
O que deu errado na estreia da Casa do Patrão
Os problemas, segundo Salles, não pararam na apresentação. “VÃdeo e áudio péssimos, apresentador perdido, provas mal resolvidas, não criativas, participantes amedrontados e perdidos”, listou. Para o diretor, o caos já estava desenhado antes mesmo de o programa ir ao ar: “Programa novo, apresentador novo, equipe de produção nova, estrutura técnica nova… um diretor ‘global’ fora de seu habitat… pronto, está desenhado o caos que vimos no programa de estreia”.
Em contraponto, Salles defendeu Dudu Camargo como a escolha ideal para o comando. “Dudu provou ser o maior estrategista de realitys dos últimos tempos e essa visão seria imprescindÃvel para pôr ordem na casa, enquadrar e dar segurança aos participantes”, argumentou. O diretor ainda mencionou que nomes como Evaristo Costa e André Marques teriam recusado o convite antes de Hassum assumir o posto.
Casa do Patrão ainda pode se recuperar, avalia diretor
Apesar das crÃticas duras, Salles disse torcer pelo sucesso do programa. “Torço para que a audiência seja boa, cresça, performe e que a produtora conserte os erros”, escreveu. Ao encerrar a análise, o diretor usou uma metáfora que resume bem sua visão sobre as escolhas feitas pela emissora: “Record tinha uma Ferrari e optou por correr de Celta”.
