De acordo com Débora Lima, do portal Notícias da TV, o segredo do pastor Albérico (Enrique Diaz) está prestes a vir à tona no final de Três Graças. Durante boa parte da novela das nove, o público desconfiou que o líder religioso escondia um envolvimento com a quadrilha de tráfico de crianças e até apostou que ele poderia comandar o esquema. A verdade, no entanto, segue por outra direção e devolve ao personagem uma história de queda e recomeço bem distante do que a audiência apostava.
Na reta final da trama de Aguinaldo Silva, escrita com Virgílio Silva e Zé Dassilva, o pastor passa a fazer visitas a Bagdá (Xamã) no presídio. O ritmo lembra o que Albérico fazia com Jorginho Ninja (Juliano Cazarré) em capítulos anteriores. As visitas ganham força a partir do capítulo de segunda (4), quando o ex-traficante descobre que Samira (Fernanda Vasconcellos) matou o próprio pai e jura vingança contra a chef de cozinha.
Conversa com Bagdá expõe o passado do pastor em Três Graças
O pai de Kellen (Luiza Rosa) tenta orientar Bagdá durante uma conversa dura no presídio. O personagem de Xamã rebate de cara e mostra que não pretende seguir o mesmo caminho do pai. “Já vou mandar o papo reto, para o senhor não perder tempo. Meu pai se converteu, beleza… Mas isso aí não é para mim. Com todo respeito. Não me vejo como homem de fé, igual o senhor… Nem como o Jorginho virou”, dispara o ex-traficante.
O pastor não recua e tenta abrir caminho na conversa. Albérico explica que só quer ajudar e ouve do rapaz que tem o dom das palavras. A devolutiva é o que destrava o segredo guardado pelo personagem ao longo da novela. “Foi isso que me fez, ainda jovem, entrar para esse novo caminho. Eu era viciado, você deve ter ouvido falar”, admite o líder religioso. Bagdá emenda que o pai contava histórias pesadas sobre as antigas farras do pastor.
Renascimento marca a virada de Albérico em Três Graças
A confissão amarra a história do personagem com uma virada simbólica. “Pois é. E hoje renasci em vida. Do mesmo modo que tenho o dom das palavras, você tem o da arte”, completa Albérico. A revelação reforça por que o pastor banca a aproximação com presos, quebra a tese de que ele estaria envolvido com o tráfico de crianças e devolve coerência à postura conciliadora do personagem dentro da Chacrinha. A reta final da novela das nove deve usar essa camada para reposicionar Albérico como ponto de equilíbrio em meio ao desfecho violento da trama.
