Roberto Kovalick deu uma triste notÃcia ao vivo na Globo. “Morreu hoje em São Paulo o médico Silvano Raia, um dos maiores nomes da medicina. Foi o primeiro cirurgião a fazer um transplante de fÃgado de doador vivo no mundo. Raia tinha 95 anos”, informou ele durante o Jornal Hoje.
O médico Silvano Raia, considerado um dos maiores nomes da medicina brasileira, morreu aos 95 anos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (28) pela Academia Nacional de Medicina, que lamentou a perda de um dos principais responsáveis por avanços históricos na área de transplantes no paÃs. A causa da morte não foi divulgada.
Trajetória de Silvano Raia
Professor emérito da Universidade de São Paulo, Raia construiu uma trajetória marcada por pioneirismo e inovação. Na década de 1980, ele realizou o primeiro transplante de fÃgado da América Latina, no Hospital das ClÃnicas da USP, um marco que colocou o Brasil em destaque no cenário internacional da medicina.
O feito abriu caminho para o desenvolvimento de novas técnicas e consolidou sua reputação como referência mundial. Entre suas maiores contribuições está a criação da técnica de transplante intervivos, que utiliza doadores vivos.
Destaque na pesquisa e reconhecimento internacional
Nos últimos anos, o cirurgião continuava ativo na pesquisa cientÃfica, com foco em xenotransplantes — técnica que utiliza órgãos de animais geneticamente modificados para transplantes em humanos. Em março deste ano, liderou uma iniciativa da USP que resultou na clonagem do primeiro porco do Brasil e da América Latina, um avanço considerado estratégico para o futuro dos transplantes.
Reconhecido internacionalmente, Raia também teve atuação importante em entidades médicas e na gestão pública. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Hepatologia e secretário municipal de Saúde de São Paulo entre 1993 e 1995. O Ministério da Saúde destacou seu papel fundamental na consolidação do sistema de transplantes no paÃs, ampliando o acesso a procedimentos complexos pelo SUS. O velório ocorre nesta terça-feira (28), das 15h à s 20h, no Teatro da Faculdade de Medicina da USP.
