Coração Acelerado: Yrla Braga supera AVC e luto da mãe para estrear na Globo

Atriz que vive a fofoqueira Rosinha conta como passou pela depressão e por um acidente vascular cerebral aos 29 antes de chegar à novela das sete.

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De acordo com Filipe Pavão, do portal UOL Splash, Yrla Braga, 31, celebra a estreia em Coração Acelerado depois de uma trajetória marcada por luto, depressão e um AVC enfrentado aos 29 anos. Intérprete da fofoqueira Rosinha na novela das sete da Globo, a atriz transformou a dor em combustível para retomar a carreira.

A virada começou com a morte da mãe, em 2015, que tirou Yrla dos palcos por quatro anos. Mergulhada em um quadro depressivo, a atriz se afastou da atuação e passou a encarar tudo como se fosse o destino dela. “Quando você está dentro de um processo depressivo, começa a encarar os momentos difíceis como o que você merece. Acha que a vida é só difícil o tempo todo mesmo”, contou a artista.

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Caminho de volta até Coração Acelerado

Em 2019, Yrla aceitou que precisava de ajuda e começou terapia. “A depressão não é frescura, não é motivo de vergonha. Tive muita sorte de ter pessoas do meu lado para me ajudar a enxergar o que estava acontecendo”, lembra a atriz. No mesmo período, ela voltou ao meio artístico, mas atuando nos bastidores, em produção, coxia e roteiros, ainda sem coragem de subir ao palco.

Foi nesse processo gradual que veio o susto que mudou tudo. A atriz sofreu um AVC aos 29 anos e foi parar na UTI. “No começo, fiquei muito chateada porque achava que era uma doença que só acontecia com pessoas idosas”, confessou. Após um ano e meio de exames neurológicos, hematológicos e cardiológicos, os médicos não encontraram causas genéticas e apontaram o estilo de vida como gatilho.

Estreia em Coração Acelerado vira virada de chave

Hoje, Yrla Braga vive uma fase nova ao lado do elenco de Coração Acelerado. A atriz estreia em uma novela da Globo cercada de novas cobranças, mas com a leitura clara do que vivenciou. “Descobri que muita gente dessa faixa de idade tem AVC por conta do novo ritmo que a gente tem, das cobranças e de um nível de estresse muito alto”, explica a artista, que aposta em uma rotina mais saudável para sustentar o ritmo das gravações.