De acordo com Flavia Cirino, do portal OFuxico, A Nobreza do Amor levou ao ar na segunda (27) o encontro entre Alika (Duda Santos) e Nilo Peçanha (Deo Garcez), que mexe com a trama e devolve protagonismo a uma das figuras mais simbólicas da história do Brasil. A princesa de Batanga vai ao Rio de Janeiro atrás do ex-presidente, abandona o disfarce de Lúcia no hospital e revela quem realmente é para conseguir apoio internacional contra Jendal (Lázaro Ramos).
Nilo reconhece a herdeira na hora e resgata uma lembrança da infância da princesa em Batanga. “Eu me lembro de você ainda criança, quando estive em Batanga numa visita oficial. Como você cresceu, e que linda jovem se tornou!”, diz o ex-presidente. Emocionada, Alika responde: “Que bom que o senhor se lembra”. Nilo completa logo em seguida que se recorda do nome dado pelo pai dela, com peso afetivo na cena.
Apelo de Alika muda o jogo em A Nobreza do Amor
A conversa cresce em tom político. Alika relata a tomada do poder por Jendal, a morte do rei Cayman II (Welket Bungué) e o sofrimento imposto ao povo de Batanga com apoio inglês. Nilo desarma o pedido logo de cara e avalia que o cenário é desfavorável: “Essa missão é impossível, Alika. Os ingleses têm muito poder, minha filha. São os aliados mais fortes que Jendal poderia desejar.” A princesa, no entanto, não recua e responde com firmeza.
A postura da herdeira muda o discurso do ex-presidente, que passa a enxergar a luta por Batanga de outra forma. “Você tem alma nobre, isso se vê claramente. Eu vou pensar numa maneira de ajudar você, Alika”, afirma Nilo. Logo depois, ele compromete a estrutura própria com a causa e diz que vai tentar reunir recursos para a resistência e organizar uma ajuda humanitária ao povo do reino, que vive sob o regime de Jendal.
Quem foi Nilo Peçanha, agora em destaque em A Nobreza do Amor
Nascido em 1867, Nilo Peçanha entrou para a história como o primeiro e até hoje único presidente negro do Brasil. Assumiu a Presidência entre 1909 e 1910, após a morte de Afonso Pena, e marcou o período com iniciativas pioneiras, como a criação do Serviço de Proteção aos Índios e das primeiras escolas técnicas do país. Foi também abolicionista, deputado, senador e governador do Rio de Janeiro, em uma trajetória atravessada pelo racismo da elite da época.
