Três Graças: virada de Lucélia em chefona do tráfico abala realismo da novela das 9

Personagem de Daphne Bozaski assume comando do tráfico em mudança brusca e cenas viram alvo de chacota nas redes, segundo coluna do UOL.

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Segundo Márcia Pereira, do portal Notícias da TV, a transformação de Lucélia (Daphne Bozaski) em chefona do tráfico em Três Graças passou dos limites e abalou a coerência defendida pela novela das 9 da Globo desde a estreia. A guinada repentina da vilã, que assumiu o comando da boca da Chacrinha de uma hora para outra, vem rendendo críticas pesadas e virou motivo de chacota nas redes sociais.

A coluna lembra que Lucélia funcionava bem como antagonista clássica: silenciosa, calculista e venenosa. A força da personagem vinha da inteligência e da ação por trás dos bastidores, sustentada pela atuação de Daphne Bozaski. A consistência incluía até as revelações mais pesadas, como a armação do assalto que terminou com a morte dos próprios pais da vilã.

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O que mudou em Lucélia e por que destoou de Três Graças

A partir do momento em que Lucélia passou a circular armada, gritar com vizinhos e ameaçar todo mundo ao redor, a construção da personagem desandou. Para a colunista, a nova fase não conversa com a Lucélia anterior. A novela ainda ignora o contexto social do território que retrata: a ascensão de uma jovem sem histórico no crime e sem vínculos firmes na quebrada ao posto de liderança soa artificial e tira o lastro da história.

A coluna pontua que o núcleo do tráfico de Três Graças, formado por Vandílson (Vinicius Teixeira), Alemão (Lucas Righi) e Bagdá (Xamã), nunca teve o mesmo tom realista da história principal. A dinâmica sempre flertou com o humor, mais próxima de alívio cômico do que de ameaça concreta. A tentativa de empurrar uma escalada de violência com Lucélia esbarra justamente nesse ambiente, que nunca foi crível como núcleo de criminalidade pesada.

A reta final de Três Graças sob pressão antes do desfecho

Cenas recentes mostram Lucélia apontando arma para a própria prima, ameaçando execuções em série e até submetendo Vandílson a tortura, com choque elétrico. Mesmo com o exagero, falta sensação de perigo real, segundo a análise. A novela escrita por Aguinaldo Silva em parceria com Virgílio Silva e Zé Dassilva está prevista para terminar em 15 de maio e tenta consolidar a vilã antes do ponto final.