A PolÃcia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) Raphael Sousa Oliveira, conhecido como o dono da Choquei, durante uma operação que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. A ação das autoridades também resultou na detenção dos cantores de funk MC Poze do Rodo e MC Ryan SP. O grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão de maneira ilÃcita, utilizando a influência digital para mascarar a origem dos recursos financeiros.
As investigações conduzidas pelos agentes federais indicam que o perfil de entretenimento era utilizado como uma ferramenta estratégica dentro do esquema. A página promovia conteúdos favoráveis aos demais investigados e divulgava plataformas de apostas e rifas online. Segundo a corporação, essas atividades funcionavam como uma fachada para ocultar o dinheiro proveniente do comércio de entorpecentes e de outras atividades ligadas ao crime organizado.
Prisão de Raphael Sousa e funkeiros na operação da PF
A trajetória do criador da página começou em 2014, no estado de Goiás, inicialmente como um passatempo voltado para a cultura pop. Com o crescimento exponencial do perfil, ele deixou a profissão de vendedor para administrar o negócio digital de forma integral. A plataforma alcançou milhões de seguidores ao longo dos anos, estabelecendo-se como um dos principais canais de entretenimento do paÃs e influenciando debates sobre celebridades e polÃtica na internet.
O histórico da página administrada pelo empresário registra episódios anteriores de crises de imagem e acusações de sensacionalismo. O perfil já foi alvo de crÃticas severas pela disseminação de informações não verificadas. O episódio de maior repercussão envolveu a jovem Jéssica Canedo, que tirou a própria vida após a propagação de um boato infundado pelas redes sociais da plataforma, gerando debates sobre a responsabilidade dos perfis de fofoca.
Dono da Choquei responde por lavagem de dinheiro
Com o desdobramento da atual operação policial, o administrador do perfil digital passa a enfrentar acusações formais na esfera judicial. Ele responderá na Justiça Federal pelos crimes de associação criminosa e lavagem de capitais. O avanço do inquérito buscará detalhar a participação exata de cada um dos envolvidos na estrutura financeira que movimentou a quantia bilionária sob o disfarce de publicidade e jogos de azar.
