Felipe Simas revela papel da fé ao viver Daniel Cravinhos e explica decisão de não julgar personagem

Ator diz que espiritualidade guiou atuação e dispensou buscas fora do roteiro.

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Ao visitar a exposição Mundo Pixar no Rio de Janeiro, o ator Felipe Simas compartilhou reflexões sobre sua trajetória profissional e o papel central da espiritualidade em sua rotina. Atualmente focado na preparação para a nova temporada de Tremembé, o artista comentou o processo de criação de sua versão de Daniel Cravinhos, destacando como suas crenças pessoais moldam sua performance.

Ao ser indagado se buscou referências externas ou diálogos com as pessoas reais envolvidas no caso, Simas explicou que optou por se basear inteiramente no conteúdo fornecido pela equipe de criação. Ele ressaltou que a qualidade e a densidade do roteiro foram plenamente satisfatórias para a composição do personagem, afirmando que todo o suporte necessário estava presente no material da produção, o que dispensou a necessidade de pesquisas por conta própria fora do ambiente do projeto.

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A visão sobre o perdão e o papel do ator

Famoso por dar vida a antagonistas e personalidades densas, Felipe Simas relacionou sua visão sobre personagens que cometeram crimes graves à sua convicção no perdão. O ator, que segue a fé evangélica desde 2015, destacou que sua espiritualidade é o pilar que sustenta sua compreensão sobre a redenção.

Segundo ele, a essência do vínculo entre a humanidade e o divino reside na experiência de ser perdoado, o que revela a inexistência de limites para o amor de Deus. Simas observou que, embora o arrependimento varie entre as pessoas, não cabe ao indivíduo o julgamento, mas sim a prática do amor, seguindo o exemplo deixado por Jesus.

Atuação sem julgamentos

Felipe Simas defende que a atuação exige um distanciamento de julgamentos morais por parte do intérprete. Em sua visão, o dever do ator é humanizar a narrativa recebida e representá-la com o máximo de fidelidade, transferindo a responsabilidade da justiça para as instituições adequadas. Ele reforçou que não cabe a ele condenar o personagem, uma vez que o sistema judiciário já cumpriu sua função, permitindo que ele se concentre em acolher e dar vida à história de forma autêntica.