Ainda sem uma data oficial para chegar ao catálogo da Netflix, o novo documentário sobre Suzane von Richthofen tem gerado curiosidade ao explorar a rotina atual da condenada, duas décadas após o crime que chocou o paÃs. Com a revelação das primeiras cenas, o destaque ficou por conta da participação do filho de Suzane, que tem o rosto exibido em diversos trechos da obra.
Conforme apurado pelo jornalista Ulisses Campbell, do jornal O Globo, a produção detalha o dia a dia familiar com imagens feitas dentro de casa e em momentos de festividade, como o Natal. O marido de Suzane, o médico Felipe Zecchini Muniz, também marca presença no documentário, embora prefira manter a privacidade ao não mostrar o rosto nas filmagens.
Contato virou amor
Em seu relato para a obra, Felipe explica que o envolvimento entre os dois começou de forma inusitada: ele a procurou através das redes sociais com o intuito de comprar sandálias artesanais produzidas por ela. O que era inicialmente um contato comercial acabou evoluindo para o relacionamento que mantêm hoje.
No decorrer da obra, Suzane tenta projetar uma imagem de renovação, esforçando-se para se desvincular do passado que a tornou pública. Ela reforça constantemente a narrativa de uma transformação interna, chegando a declarar que a pessoa que cometeu o crime deixou de existir no momento da morte de seus pais. Para ela, o nascimento de seu filho simboliza um recomeço e uma forma de redenção divina.
Passado ainda presente
Entretanto, a produção revela que o peso de suas ações anteriores ainda reflete em seu cotidiano. Suzane descreve o desconforto de ser constantemente identificada em ambientes comuns, mencionando que sua presença costuma paralisar o ambiente e atrair olhares e fotografias indesejadas, mesmo em tarefas simples como ir ao supermercado. Além dessa vivência atual, o documentário resgata memórias de sua criação familiar e aborda diretamente o assassinato pelo qual recebeu a sentença de 39 anos de reclusão.
