‘Constrangedor’: amigo e diretor de Gugu Liberato detona a nova versão do Viva a Noite, no SBT

Homero Salles não poupou críticas à volta do Viva a Noite e até sugeriu algumas mudanças.

PUBLICIDADE

O diretor Homero Salles manifestou publicamente seu descontentamento com a nova versão do programa Viva a Noite estreada pelo SBT no último sábado (28). O profissional que criou a atração original em 1982 ao lado de Gugu Liberato afirmou que a emissora acertou apenas no nome e errou em todo o restante da execução.

Salles destacou que a tentativa de recriar o ícone da televisão brasileira falhou principalmente por apresentar um conteúdo gravado, o que descaracteriza a natureza da obra. Segundo o diretor, o sucesso histórico da atração residia no improviso, na espontaneidade e na interação constante com o auditório.

PUBLICIDADE

Apesar das críticas severas à estrutura, o veterano fez uma ressalva positiva ao talento do apresentador Luis Ricardo, embora tenha lamentado o resultado final diante da competência dos diretores envolvidos. Ele apontou que o problema é conceitual e que a opção por copiar quadros sem entender o diálogo essencial com o telespectador comprometeu o ritmo e a imersão do público.

Críticas técnicas e estruturais de Homero Salles

O diretor detalhou falhas técnicas como a edição pessimamente executada, com cortes bruscos e objetos que desapareciam de cena durante a exibição. Ele também criticou o cenário por ser excessivamente grande e vazio.

A substituição das icônicas telemoças por um balé genérico foi outro ponto de insatisfação mencionado por Salles em sua análise sobre a descaracterização do formato. No campo sonoro, ele registrou problemas na operação de áudio, citando o som de fundo alto e falhas nos microfones: E, no caso de Nicki French, exposta sem suporte vocal, o resultado foi constrangedor.

Sugestões de mudanças para o formato atual

Para Homero Salles, a plateia deixou de ser protagonista para se tornar figurante, perdendo-se a oportunidade de gerar um fluxo de caos organizado e risco que definia o estado de espírito da obra. Ele concluiu que, da maneira como foi apresentado, o retorno não passa de uma lembrança mal compreendida do que o Viva a Noite representou no passado.

Como solução para os problemas listados, o diretor sugeriu que o SBT passe a realizar o programa ao vivo ou que abandone o nome para criar um formato totalmente diferente. Entre as recomendações de ajuste estão a compressão do cenário, a divisão da plateia em competições entre homens e mulheres e a redução do uso de roteiros para privilegiar a verdade no palco.