Vítima de rara doença, influenciadora Rita Ephrem falece precocemente, aos 31 anos

A influenciadora digital Rita Ephrem, de 31 anos, morreu na quinta-feira (26) em São Paulo, após anos de luta contra uma doença autoinflamatória rara.

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A influenciadora digital Rita Ephrem faleceu na última quinta-feira, dia 26 de março, aos 31 anos de idade, na cidade de São Paulo. Conhecida carinhosamente pelos seus seguidores nas redes sociais como Ritinha, a jovem enfrentou uma longa e complexa batalha contra uma síndrome autoinflamatória rara que ainda não foi catalogada pela Medicina. Além dessa condição severa, a paciente também possuía um quadro de imunodeficiência, fator que comprometia gravemente a resposta de seu organismo contra infecções.

Antes do declínio de sua saúde, a criadora de conteúdo construiu uma trajetória de destaque no esporte e nos estudos. Nascida em Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais, ela viveu boa parte de sua juventude no Líbano, país de origem de sua família. Durante o período em que residiu no exterior, formou-se em engenharia mecatrônica e chegou a atuar como atleta profissional de futsal, acumulando inclusive passagens representativas pela seleção nacional libanesa da modalidade.

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Início dos sintomas e diagnóstico genético

Os primeiros sinais da enfermidade começaram a se manifestar por volta dos 25 anos de idade, justamente na época em que ela havia voltado a morar no Brasil. Inicialmente, a paciente passou a apresentar sintomas frequentes e debilitantes, como febre alta, dores agudas pelo corpo, alterações cardíacas e distúrbios gastrointestinais. O diagnóstico permaneceu em aberto e indefinido por vários anos, até que uma série de exames genéticos aprofundados conseguiu identificar a presença da anomalia ainda não mapeada pela literatura médica.

À medida que a patologia avançou, o quadro clínico sofreu uma piora significativa, exigindo cuidados intensivos e ininterruptos. Rita Ephrem passou por sucessivas internações, chegando a enfrentar um período contínuo de mais de três anos hospitalizada. Ao longo desse tempo, sofreu com múltiplas complicações, incluindo acidentes vasculares cerebrais (AVCs), tromboses, infecções generalizadas, paradas cardíacas e sucessivas intubações, além de episódios inflamatórios graves como meningite e encefalite. O acúmulo de intercorrências deixou sequelas físicas severas, comprometendo a sua capacidade respiratória e tornando-a dependente de suporte contínuo de oxigênio.

Mobilização virtual e luta por tratamentos

Toda a luta diária pela sobrevivência foi amplamente documentada na internet, onde a influenciadora reunia uma comunidade de mais de 300 mil seguidores. Em seus perfis, ela dividia a rotina exaustiva no hospital, falava sobre fé e buscava dar visibilidade e apoio à causa de pessoas que sofrem com doenças raras. Graças à forte mobilização de sua rede, ela conseguiu financiar parte do tratamento com o apoio financeiro do público e, em outras frentes, obteve vitórias na Justiça para garantir o fornecimento de procedimentos médicos indispensáveis à sua manutenção de vida.