O ator Juliano Cazarré abordou publicamente, nesta quinta-feira (19), a realidade de criar uma criança atípica e os desafios impostos pela condição de saúde de sua filha. Em entrevista, ele detalhou a convivência com Maria Guilhermina, de 3 anos, diagnosticada ao nascer com Anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita rara.
O artista compartilhou reflexões sobre as adaptações necessárias no dia a dia da família para garantir o bem-estar da menina. Durante a conversa com a revista Quem, Cazarré explicou que a paternidade neste contexto apresenta dinâmicas distintas em comparação com a criação dos outros filhos.
Relato do pai
O ator descreveu seu perfil participativo e como os procedimentos de saúde influenciam essa interação direta. O ator declarou: “É diferente demais ser pai de uma menina atípica. Pelas sequelas com que ela ficou, é diferente ler um livro para ela e um para os irmãos“.
A complexidade do quadro de saúde de Maria Guilhermina exige uma estrutura de home care, o que altera a dinâmica tradicional de convivência dentro da casa. A presença constante de equipamentos médicos, como a traqueostomia e a gastrostomia mencionadas pelo ator, cria barreiras físicas e logísticas para atividades comuns entre pai e filha.
Rotina de atendimentos
Além das questões técnicas, ele lamentou que a filha nem sempre possa participar das refeições ou reuniões familiares devido aos horários rígidos de seus tratamentos. Sobre essa situação, Cazarré afirmou: “Sinto pena porque ela tem uma rotina de muitos atendimentos. Às vezes está todo mundo no café e a Guigui está na rotina dela no quarto, no home care“.
