Ex-BBB Pedro se cansa e reaparece cobrando milhões da Globo na Justiça: ‘Abandono’

Defesa do participante alega falha no dever de cuidado, danos à imagem e cláusulas abusivas em ação que tramita na 2ª Vara Cível de Colombo.

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Pedro Henrique Espíndola, ex-participante da vigésima sexta edição do Big Brother Brasil, ingressou com um processo judicial contra a TV Globo. A ação, que já tramita na 2ª Vara Cível de Colombo, no estado do Paraná, estipula um valor total de R$ 4,25 milhões para a causa. O objetivo principal do pleito é a rescisão do contrato firmado com a emissora, somada a pedidos de compensação financeira por danos morais e materiais que teriam sido ocasionados durante e após a participação no reality show.

No detalhamento das cifras apresentadas ao judiciário, a defesa de Espíndola solicita R$ 1,5 milhão referente a danos morais e R$ 2,75 milhões por danos materiais. Os advogados sustentam que o ex-BBB sofreu prejuízos significativos após o programa, incluindo danos à sua imagem pública e um severo abalo psicológico. O documento protocolado menciona que o agravamento do quadro de saúde do participante resultou, inclusive, em uma internação psiquiátrica necessária para seu restabelecimento.

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Acusações de negligência e narrativa negativa

A argumentação jurídica apresentada pela defesa enfatiza que houve uma falha grave no dever de cuidado por parte da empresa de comunicação. Segundo os advogados, a Globo teria exposto Pedro a situações de extrema pressão dentro do confinamento e não teria fornecido o suporte adequado após sua saída. O texto da ação utiliza o termo “abandono” para descrever a conduta da emissora em um momento crítico de saúde mental. Além disso, a defesa acusa o canal de construir uma narrativa que culpabilizou o participante perante o público antes da devida apuração dos fatos, gerando ataques e ameaças.

Outro pilar do processo reside no questionamento de diversas cláusulas do contrato do reality show, as quais são classificadas como abusivas pelos representantes de Pedro. Entre os pontos contestados, estão disposições que impediriam o participante de exercer sua defesa publicamente e cláusulas que transfeririam integralmente os riscos psicológicos para ele. A estratégia da defesa busca comprovar que o documento assinado deixava o participante desamparado diante de possíveis danos à sua reputação e integridade emocional.

Impacto jurídico no setor de reality shows

O litígio agora segue os trâmites oficiais na Justiça paranaense e aguarda os próximos passos processuais. Com uma solicitação de indenização milionária, a disputa traz à tona discussões sobre a responsabilidade das emissoras de televisão para com os integrantes de programas de confinamento. O desfecho deste caso poderá influenciar a interpretação legal sobre os limites dos contratos de entretenimento e o nível de assistência exigido para a preservação do bem-estar dos participantes no Brasil.