Em um relato comovente ao Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV, Tati Machado compartilhou os sentimentos de dor e revolta que a acompanham desde o falecimento de seu filho, Rael. Meses depois do ocorrido, a apresentadora descreveu o processo de metamorfose forçada pelo luto e o estranhamento que sente ao se observar.
“Por exemplo, às vezes eu me assisto na televisão e eu falo, quando eu tô em casa já, né? Aí eu falo assim: ‘Gente, que menina feliz, né? Nem parece que sou eu. Nem parece que sou eu. Nem parece que sou eu. Mas sou eu. E é isso, a maior luta nesse momento’”, declarou.
Ruptura e identidade
Ao analisar as profundas transformações internas resultantes de seu luto, Tati revelou que o fim abrupto de sua trajetória na maternidade gerou uma identidade que ainda lhe parece estranha. Ela descreveu esse processo como uma ruptura violenta: após a metamorfose iniciada pela gravidez, a interrupção repentina a transformou em uma terceira versão de si mesma, a qual considera a mais distante de sua verdadeira essência por ser marcada predominantemente pela tristeza.
Oscilação emocional constante
A comunicadora detalhou ainda a exaustão emocional causada pela oscilação constante entre breves lampejos de alegria e o peso da realidade. Segundo seu relato, embora consiga resgatar momentaneamente sua antiga personalidade vibrante, logo é atingida pelo pensamento de que aquela mulher não existe mais, resultando em um ciclo de instabilidade extremamente desgastante.
Por fim, Tati destacou que tem recorrido à terapia para lidar com o sentimento de raiva e buscar a aceitação dessa nova etapa, mencionando também o suporte fundamental que recebeu de um diretor e sua estreita conexão com Ana Maria Braga.
