‘A gordofobia faz com que as pessoas se afastem de um médico, de uma academia’, alerta Thais Carla

A influenciadora revelou como o preconceito e a falta de acessibilidade afetam a saúde mental e contribuem para casos graves de depressão e suicídio.

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Durante sua participação no programa Sem Censura nesta quarta-feira (4/3), a influenciadora e dançarina Thais Carla comoveu os espectadores ao compartilhar reflexões sobre sua trajetória e a perda de 85 quilos. A artista abordou o impacto profundo da gordofobia na saúde mental, relatando histórias trágicas de indivíduos que sucumbiram à pressão estética.

Thais relembrou episódios de exclusão em locais destinados à saúde, enfatizando que a ausência de acessibilidade básica, como ocorre em muitas academias, atua como um fator de expulsão para o corpo gordo.

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Sobre esse cenário, ela afirmou: “A gordofobia faz com que as pessoas se afastem de um médico, de uma academia. Já teve vez que eu fui numa academia aleatória e não tinha catraca para eu passar. Como que isso é um ambiente para uma pessoa perder peso e não tem nem um acesso? Ela não pode nem acessar? É muito bizarro a pessoa falar: ‘Ah, fecha a boca e emagrece’”.

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Isolamento social e preconceito levam à depressão

A influenciadora argumenta que o isolamento social imposto por esses padrões atua como um estopim para episódios graves de depressão e até tentativas de autoextermínio. Ela questiona como é possível focar no emagrecimento em um contexto onde a própria sociedade nega o direito de existência a certos indivíduos. Para ela, o ódio disseminado leva ao adoecimento mental, relatando inclusive casos de pessoas próximas que tiraram a própria vida. Ela destaca ainda que mesmo soluções físicas, como a cirurgia bariátrica, não garantem o bem-estar emocional se a pessoa não estiver resolvida internamente.

O estigma da obesidade

A convidada do programa da TV Brasil traçou uma linha divisória entre a definição clínica da obesidade e o estigma social que a acompanha. Thais Carla defende que o foco principal deve recair sobre o respeito à dignidade humana, um direito que deve ser assegurado a todos, independentemente do peso ou da forma física. Embora ela não negue a classificação médica da condição como uma doença, sua fala enfatiza que o problema urgente a ser combatido é o preconceito sistêmico e a forma desumanizadora como a sociedade enxerga e trata as pessoas gordas.