O capítulo de sexta-feira (27) de Três Graças chamou atenção ao apostar em uma estratégia de merchandising considerada impensável anos atrás na televisão brasileira. Arminda (Grazi Massafera), conhecida por sua personalidade ácida e atitudes cruéis, foi o rosto de uma campanha de uma marca de telecomunicações dentro da própria narrativa. A escolha evidencia uma mudança importante no mercado publicitário e na forma como as vilãs são vistas pelo público.
Durante muito tempo, personagens antagonistas eram evitadas em ações comerciais. Marcas temiam associar seus produtos a figuras envolvidas em crimes ou comportamentos moralmente questionáveis. Essa lógica mudou com a evolução do entretenimento e do consumo digital, abrindo espaço para estratégias mais ousadas e conectadas ao engajamento nas redes sociais.
Feito inimaginável em Três Graças
Conforme a redação do Notícias da TV, um exemplo recente foi Odete Roitman (Debora Bloch), que estrelou uma ação de cosméticos no remake de Vale Tudo (2025). Agora, Arminda segue a mesma linha, protagonizando uma cena em que, mesmo mantendo seu temperamento hostil, participa ativamente da divulgação. Na sequência, ela reclama da presença de um cachorro latindo no local antes de adquirir uma capa de celular, mantendo o tom provocador.
Após telefonar para Ferette (Murilo Benício) para tratar de um plano envolvendo a neta roubada, a vilã passa a exigir atendimento imediato. Ela solicita um café e um bolo famoso na internet, pressionando o funcionário com impaciência, mas depois reconhece a eficiência do serviço.
Cena diferente na novela das nove da Globo
Ao encerrar a cena, ainda alfineta Gerluce (Sophie Charlotte), reforçando seu comportamento competitivo e consolidando a nova tendência de vilãs em destaque no merchandising televisivo.
