A atriz pernambucana Ilva Niño, que faleceu em 12 de junho de 2024 devido a complicações de um procedimento cardíaco, deixou um legado marcante na teledramaturgia brasileira. Natural de Floresta, ela iniciou sua caminhada na TV em 1971, com a novela Bandeira 2, e acumulou participações em mais de 30 produções da Rede Globo, incluindo clássicos como Gabriela, Pecado Capital e O Rei do Gado. Atualmente, o público pode rever seu talento na reprise de Terra Nostra.
O ponto alto de sua popularidade ocorreu em 1985, quando deu vida à personagem Mina, em Roque Santeiro. O papel da fiel escudeira de Viúva Porcina tornou-se inesquecível, rendendo reconhecimento do público nas ruas mesmo décadas após a exibição original. Sobre esse sucesso, Ilva destacou ao Memória Globo a competência dos autores Dias Gomes e Aguinaldo Silva em manter a relevância da personagem na trama.
Último projeto artístico
Seu último projeto nas telas foi a série Rua do Sobe e Desce, Número que Desaparece, exibida pelo Canal Brasil em 2020. Para além das câmeras, a artista teve um papel fundamental na formação de novos talentos ao fundar a escola Niño de Artes Luiz Mendonça, no Rio de Janeiro. A instituição, batizada em homenagem ao seu falecido marido, reflete seu compromisso com o ensino teatral e o incentivo às futuras gerações de atores.
Diagnóstico equivocado
Mesmo diante de um diagnóstico de câncer intestinal em estágio terminal em 2013, que a motivou a se afastar da TV Globo por acreditar que não conseguiria cumprir seus compromissos, Ilva Niño demonstrou uma resiliência admirável. Em 2014, após ser submetida a duas cirurgias, a atriz celebrou a recuperação com seu característico bom humor, afirmando estar pronta para o trabalho novamente. Esse vigor permitiu que ela retornasse aos estúdios em 2016, com atuações em Malhação e, posteriormente, na novela O Outro Lado do Paraíso.
Infelizmente, anos após vencer a batalha contra o câncer, novos desafios de saúde surgiram. Em maio de 2024, a veterana foi hospitalizada no Rio de Janeiro para realizar uma cirurgia cardíaca. O período pós-operatório apresentou dificuldades graves, com o comprometimento dos sistemas respiratório, digestivo e renal, o que resultou em um quadro de falência múltipla de órgãos e no seu falecimento.
