Coube a Roberto Kovalick parar o Brasil com notícia triste na Globo: ’em meio à dor da perda…’

Apresentador do Jornal Hoje deu detalhes sobre tragédia ocorrida em Minas Gerais.

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O Jornal Hoje, da Globo, levou ao ar uma grande cobertura sobre a tragédia causada pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais. Na edição desta quinta-feira (26), Roberto Kovalick deu detalhes tristes sobre o que está acontecendo na Zona da Mata mineira. “Em meio à dor da perda de parentes e vizinhos, moradores de Juiz de Fora se unem para limpar os imóveis alagados”, disse o jornalista antes de conversar ao vivo com o repórter.

O Corpo de Bombeiros entrou, nesta quinta-feira, no terceiro dia consecutivo de buscas por desaparecidos nos escombros deixados pelas chuvas em Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata mineira. De acordo com os dados atualizados até as 07h30 desta quinta-feira (26), são 49 mortos e 11 desaparecidos em Juiz de Fora. Em Ubá, foram confirmadas 6 mortes e 2 pessoas seguem desaparecidas. As operações continuam em ritmo intenso, apesar das condições climáticas adversas.

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Buscas por vítimas na madrugada

Durante a última madrugada, as buscas chegaram a ser interrompidas devido ao volume elevado de chuva e ao risco de novos deslizamentos. Algumas ruas precisaram ser evacuadas preventivamente. Em Juiz de Fora, foram registrados 113 milímetros de chuva em poucas horas, o que provocou novos desabamentos. Segundo o Corpo de Bombeiros, a princípio, não há registro de novas vítimas relacionadas a esses episódios mais recentes.

Desde segunda-feira (23), o temporal já deixou dezenas de mortos e mais de 3.500 pessoas desabrigadas ou desalojadas. A Defesa Civil contabiliza quase 1.300 ocorrências registradas apenas em Juiz de Fora, envolvendo deslizamentos, alagamentos, quedas de muros e desabamentos de imóveis. A previsão meteorológica indica possibilidade de chuva pelo menos até sexta-feira (27), o que mantém o estado de alerta máximo na região.

Para reforçar o atendimento às vítimas, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que 100 militares do Exército irão atuar no apoio logístico e humanitário. Paralelamente, escolas da rede municipal foram transformadas em abrigos emergenciais. A Escola Municipal Raymundo Hargreaves, no bairro Bom Jardim, é a unidade que recebeu o maior número de famílias, tornando-se referência no acolhimento de pessoas que perderam casas, pertences e documentos.

Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais indicam que Juiz de Fora é a 9ª cidade brasileira com maior população vivendo em áreas de risco para deslizamentos, enchentes e enxurradas. Dos 540.756 habitantes do município, 128.946 vivem em regiões classificadas como vulneráveis, o que representa 23,7% da população. O cenário evidencia a complexidade estrutural enfrentada pela cidade e ajuda a explicar a magnitude da tragédia que mobiliza equipes de resgate e redes de solidariedade em todo o estado.