Interpretando o personagem Jorginho na novela das 21h da TV Globo, Três Graças, escrita por Aguinaldo Silva, Juliano Cazarré dá vida a um ex-líder do tráfico da comunidade da Chacrinha que, após cumprir pena, busca a regeneração por meio da religião. O papel dialoga com temas de redenção e transformação, recorrentes na trajetória de personagens interpretados pelo ator.
Fora da ficção, Cazarré também já esteve envolvido em debates públicos. Um dos episódios mais lembrados ocorreu em 2017, durante sua participação no programa Encontro, então apresentado por Fátima Bernardes. Na ocasião, o ator comentou o vazamento de um ensaio nu feito anos antes, contextualizando se tratar de um trabalho artístico realizado com um fotógrafo de Brasília, conhecido por uma proposta estética provocadora e questionadora.
Incômodo com exposição
Apesar da justificativa artística, o ator demonstrou incômodo com a persistência das imagens na rede ao afirmar que: “Eu convivo bem. Eu vejo toda hora que eu boto meu nome no Google, essa porcaria dessa foto volta, e é uma das primeiras que volta, um saco”.
Mais recentemente, em dezembro do ano passado, o artista voltou a gerar repercussão ao publicar um vídeo nas redes sociais com reflexões políticas e sociais sobre a estrutura familiar. Na gravação, ele rebateu interpretações contemporâneas que associam o modelo familiar tradicional ao fascismo, afirmando que esse sistema, na verdade, concentra poder no Estado e esvazia a autonomia do indivíduo e da família.
Crítica ao autoritarismo
No mesmo conteúdo, Cazarré aprofundou sua visão ao definir o fascismo como um regime autoritário centralizado, no qual decisões são impostas de cima para baixo por uma elite política e burocrática, com forte controle sobre comportamentos e aspectos da vida cotidiana da população.
