‘Eu me sinto como se tivesse falecido’: o desabafo de William Bonner, após deixar a bancada do Jornal Nacional

O ex-âncora do Jornal Nacional falou como sua rotina ficou diferente desde a saída do telejornal.

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O jornalista William Bonner participou de um evento da Rede Globo nesta quinta-feira (5), para anunciar as novidades da emissora para 2026. Durante a conversa, ele relatou as mudanças em sua rotina e na recepção do público após deixar a bancada do Jornal Nacional há três meses.

Bonner revelou que voltou a utilizar o serviço de ponte aérea entre Rio de Janeiro e São Paulo após 12 anos realizando o trajeto por terra. “Após sair do JN, eu me sinto como se tivesse falecido“, apontou. O apresentador explicou que utilizava o carro para evitar manifestações hostis e ataques com viés político iniciados em 2013.

O profissional passará a apresentar o Globo Repórter ao lado de Sandra Annenberg a partir do próximo dia 20 de fevereiro. Ele comparou o atual momento de sua carreira à sensação de ter falecido, devido à mudança no tom das abordagens da imprensa e do público.

Histórico de hostilidades no cotidiano de Bonner

As manifestações de junho de 2013 foram apontadas pelo jornalista como o estopim para o início de situações constrangedoras em locais públicos. Bonner afirmou que se tornou um alvo preferencial de intolerância, por ser o símbolo do principal telejornal do país durante anos.

Ele relembrou que sofreu ataques verbais, tanto de grupos de extrema-esquerda quanto de extrema-direita, ao longo da última década. Para preservar sua integridade e evitar vídeos virais, o comunicador optou por abandonar voos curtos e dirigir por conta própria.

A nova fase profissional e o contato com o público

O apresentador destacou que percebe um clima mais tranquilo no país e uma redução nas demonstrações públicas de ódio contra sua figura. Segundo Bonner, os perfis publicados sobre sua trajetória após a saída do Jornal Nacional focaram em aspectos positivos de sua carreira.

A abordagem atual dos cidadãos nos aeroportos e espaços públicos mudou de pedidos de autógrafos para solicitações de fotos e abraços. Ele reiterou que se sente voltando ao período anterior a 2013, desfrutando de uma rotina mais leve fora do jornalismo diário.