Reinaldo Gottino traz notícia sobre mulher dada como morta que foi encontrada viva

Ainda em recuperação, a mulher surpreende médicos e familiares; relatos apontam melhora gradual e sinais de esperança.

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Uma mulher de 29 anos foi inicialmente dada como sem vida após ser atropelada na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru (SP), e posteriormente identificada com sinais vitais por um médico da concessionária que administra a via. O caso, repercutido pelo apresentador Reinaldo Gottino, no Cidade Alerta, da Record, envolve Fernanda Cristina Policarpo, que atravessava a rodovia no fim da tarde de domingo quando ocorreu o atropelamento. A profissional do SAMU que havia registrado o óbito foi afastada, e a Secretaria Municipal de Saúde instaurou inquérito para apurar os procedimentos adotados no atendimento.

Segundo o relato feito ao vivo pela equipe de reportagem, Fernanda foi atingida por uma SUV por volta das 18h. O motorista prestou auxílio imediato e realizou o teste do bafômetro, que deu negativo. A rodovia foi parcialmente interditada para o socorro. A equipe do SAMU que chegou primeiro ao local registrou a ausência de sinais vitais, cobriu o corpo com manta térmica e acionou os procedimentos para remoção. Pouco depois, uma unidade da concessionária chegou e o médico verificou que a vítima respirava, iniciando manobras de reanimação e o transporte ao Hospital de Base de Bauru.

Como foi o atendimento na rodovia

De acordo com a transcrição, após a chegada do SAMU, a via foi isolada e o registro de óbito chegou a ser iniciado. Com a chegada do apoio da concessionária, o médico avaliou novamente a vítima e identificou respiração. Fernanda foi então retirada do leito da pista e colocada na ambulância para encaminhamento ao hospital. A reportagem informou que, no hospital, a paciente recebeu suporte intensivo e permanece internada.

O relato da mãe e o estado de saúde

A mãe de Fernanda, dona Adriana, contou que foi levada ao local por conhecidos e descreveu a abordagem inicial quando tentou se aproximar da filha. Segundo ela, ouviu de um profissional: “Não, você não não pode ver, não pode mexer”. Em seguida, questionou: “Minha filha tá morta”. Afirmou também ter insistido: “Moça, eu quero ver minha filha. Deixa eu ver, deixa eu ver”. Ela relatou que outra integrante da equipe buscou acalmá-la e que escutou: “Sinto muito, sinto muito”. Ainda segundo o relato, após a chegada de outro socorro, Fernanda foi levada ao acostamento, onde foi constatado que respirava.

Dona Adriana afirmou ter entrado em choque e relatou que, ao receber a confirmação de que a filha estava viva, orou no local. Em suas palavras, disse: “Meu Deus, o Senhor é fiel” e “Perdoa essa mulher que ela não sabe o que fala”. Questionada sobre o quadro de saúde, ela informou que, após um período crítico, Fernanda apresenta evolução. De acordo com o que ouviu da equipe médica, o estado é estável e há previsão de redução gradual da sedação, diante de sinais de melhora.

A Secretaria Municipal de Saúde de Bauru confirmou, por meio da reportagem, o afastamento da médica do SAMU que havia registrado o óbito e a abertura de inquérito para apuração interna. O caso é acompanhado pela prefeitura. Fernanda Cristina Policarpo segue em tratamento no Hospital de Base de Bauru. A ocorrência envolveu atropelamento em trecho urbano da Comandante João Ribeiro de Barros, com auxílio inicial do motorista e posterior reforço da concessionária, cujo médico identificou sinais vitais e encaminhou a vítima ao atendimento hospitalar, onde permanece sob monitoramento clínico.