De morador de rua a jornalista de sucesso, Erlan Bastos teve início difícil na carreira

Jornalista morreu neste sábado (17), aos 32 anos após travar batalha dura contra grave pneumonia.

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O jornalista Erlan Bastos morreu neste sábado (17), aos 32 anos, vítima de tuberculose peritoneal. A confirmação foi feita pela NC TV Amapá, do Grupo Norte de Comunicação, onde ele apresentava o programa Bora Amapá. A morte precoce do comunicador reacendeu a atenção para a trajetória marcada por sofrimento, resistência e ascensão no jornalismo.

Antes de conquistar espaço na televisão, Erlan viveu um dos períodos mais difíceis de sua vida. Em entrevista concedida em 2018 ao jornalista Ricardo Feltrin, ele contou que, ao tentar a sorte em São Paulo, acabou morando na rua após ser assaltado. “Em 2015, quando vim para São Paulo tentar a vida… cheguei na rodoviária do Tietê, fui assaltado e passei três meses morando na rua. Levaram todos os meus documentos e todo o dinheiro”, relatou.

Frio, medo e violência marcaram período nas ruas de São Paulo

O jornalista descreveu a rotina de medo e desumanização. Ele disse que passou muito frio nas ruas de São Paulo e sofreu com o desprezo das pessoas. Além disso, ele denunciou a humilhação e abuso dos policiais. “Os policiais invadiam o barracozinho… botavam a gente de joelho e tacava o cassetete nas costas”.

O jornalista revelou que chegou a situação extrema de comer restos de comida. A situação só mudou quando sua mãe, Elandia, conseguiu dinheiro para levá-lo de volta a Manaus.

Infância difícil e a virada que mudou seu destino

Nascido em Manaus, Erlan enfrentou dificuldades desde cedo e chegou a catar latinhas para sustentar a família. A virada veio aos 14 anos, quando foi convidado para participar de uma rádio online. A partir dali, passou por produções locais, ganhou visibilidade e construiu a carreira que o levaria à TV.