Na última terça-feira (13/01), Milton Cunha concedeu entrevista à coluna Gente, da revista Veja, e acabou gerando grande repercussão ao comentar a escolha de Virgínia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio. Sem rodeios, o carnavalesco deixou clara sua opinião e reacendeu um debate antigo dentro do Carnaval.
Durante a conversa, Milton afirmou que o incômodo com a presença de celebridades em cargos de destaque nas escolas de samba não é algo novo. Segundo ele, parte da comunidade já manifesta há anos insatisfação com a ocupação desses espaços por figuras que não têm uma trajetória construída dentro do samba ou ligação direta com a escola.
Milton Cunha fala sobre a escolha para posto de rainha de bateria
Milton Cunha fez questão de explicar que o posto de rainha de bateria vai muito além de glamour, holofotes ou exposição midiática. Na sua avaliação, trata-se de uma função que carrega história, pertencimento e vivência, exigindo envolvimento real com a comunidade que mantém a escola ativa durante todo o ano, muito antes do desfile na Sapucaí.
O comentarista da Globo foi contundente ao criticar quem, segundo ele, chega ao Carnaval apenas no momento do desfile. Na sequência, ele reforçou seu posicionamento e afirmou que sua defesa não tem caráter apenas pessoal, mas simbólico.
Milton Cunha revela sua opinião sobre o verdadeiro significado do Carnaval
Para Milton Cunha, a discussão envolve a valorização da comunidade do samba e o respeito à história das escolas. O veterano ainda sugeriu alternativas para quem deseja visibilidade sem ocupar espaços tradicionalmente ligados aos integrantes da agremiação.
“Eu estou do lado da comunidade. Meu amor, você quer aparecer? Compra um lugar no (carro) abre-alas, no carro número 1, vem linda lá dando tchau, paga o melhor lugar”, opinou, reforçando que o Carnaval deve priorizar quem construiu sua história dentro das escolas e ajudou a mantê-las vivas ao longo do tempo.
