Afastada da teledramaturgia desde sua atuação em Tempo de Amar, em 2018, Júlia Almeida agora se dedica integralmente à preservação da memória de seu pai, o renomado autor Manoel Carlos, falecido recentemente aos 92 anos. Ela assumiu a gestão da Boa Palavra, produtora familiar estabelecida na década de 1990 para administrar o vasto patrimônio intelectual e os direitos autorais das obras do novelista. Em entrevista concedida ao portal Splash em 2024, Júlia explicou que recebeu a missão de seus pais para dar continuidade ao trabalho que antes era dividido entre a criatividade dele e a administração de sua mãe.
Um dos primeiros marcos dessa nova fase é o documentário O Leblon de Manoel Carlos, dirigido por ela e disponível no YouTube, que serve como ponto de partida para manter vivo o legado do escritor. Segundo a cineasta, o projeto é apenas o começo de uma série de iniciativas que incluem uma biografia detalhada e o gerenciamento de um acervo monumental, composto por mais de 7.000 caixas de material devidamente digitalizado.
Arte e empreendedorismo
Além de sua atuação no setor audiovisual e cultural, Júlia explora seu lado empreendedor como diretora criativa da Florita Beachwear, uma marca de moda sustentável que criou em 2017. Sua história na televisão brasileira é profundamente marcada pela colaboração com o pai, tendo integrado o elenco de sucessos memoráveis como História de Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e a minissérie Presença de Anita.
A última participação fixa de Júlia Almeida em novelas ocorreu em A Vida da Gente, em 2011. No ano posterior, a atriz decidiu se mudar para Londres, cidade onde permaneceu até 2020, quando retornou ao Brasil em decorrência da pandemia. Em um primeiro momento, ela se estabeleceu no Leblon, local que é o cenário emblemático das obras de seu pai, mas em maio de 2021 preferiu buscar a serenidade de Paraty.
Vida mais tranquila
Em conversa com a revista Veja Rio em 2022, Júlia expressou sua satisfação com a nova rotina, ressaltando o contraste entre o ritmo frenético das metrópoles onde sempre morou e o privilégio atual de desfrutar do silêncio, do contato com a natureza e de banhos de cachoeira.
