O ator José de Abreu decidiu se manifestar publicamente após a morte de Manoel Carlos, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, ocorrida no último domingo, 11 de janeiro. Em uma publicação nas redes sociais, o artista prestou homenagem ao autor, conhecido carinhosamente como Maneco.
José aproveitou o momento para revelar bastidores pouco conhecidos sobre a forma intensa — e muitas vezes caótica — com que o escritor conduzia seu processo criativo. Segundo ele, o veterano foi responsável por algumas das novelas mais emblemáticas da televisão brasileira e ajudou a moldar a história da TV no país.
José de Abreu sobre o comportamento de Manoel Carlos
No entanto, nos bastidores, Manoel Carlos também era conhecido por desafiar a rotina tradicional das produções, especialmente nos últimos anos de carreira. De acordo com José de Abreu, Maneco se tornou motivo de tensão constante para produtores e equipes técnicas por conta dos prazos apertados na entrega dos capítulos.
O ator disse que ele era um verdadeiro terror para os produtores das novelas, uma vez que não entregava os capítulos a tempo para serem produzidos. “Chegou a dizer que queria escrever o capítulo de amanhã só depois de ver o capítulo de hoje! Queria usar ao máximo a contemporaneidade da novela com a vida real”, afirmou Abreu.
José de Abreu exalta genialidade de Manoel Carlos
Ressaltando a genialidade do autor ao mesmo tempo em que expunha as dificuldades práticas enfrentadas nos estúdios, José de Abreu explicou que essa dinâmica fazia parte da filosofia criativa de Manoel Carlos. O veterano acreditava que a novela precisava dialogar diretamente com a realidade e, por isso, só conseguia escrever o capítulo seguinte depois de assistir ao anterior no ar. Essa escolha, segundo ele, gerava situações inusitadas e desgastantes para o elenco.
