As Helenas de Manoel Carlos ocupam um espaço definitivo na história da teledramaturgia brasileira e se tornaram um dos maiores símbolos das novelas da Globo. Sempre protagonistas, essas personagens ajudaram a construir a identidade do autor, conhecido como Maneco, que faleceu neste sábado (10), aos 92 anos.
Ao todo, foram nove Helenas, cada uma marcando uma geração de telespectadores. Heroínas ou anti-heroínas, elas se destacam pela complexidade emocional, mostrando mulheres reais, cheias de contradições, acertos, erros e decisões movidas principalmente pelo amor.
Helenas de Manoel Carlos
Embora muitas pessoas associem as Helenas ao tradicional bairro do Leblon, nem todas viveram ali. A primeira grande exceção surgiu em Felicidade, quando a personagem morava no interior de Minas Gerais antes de se mudar para o Rio de Janeiro.
Já em História de Amor, a protagonista residia no Jardim Botânico. A partir de Por Amor, o Leblon se tornou cenário fixo das tramas, reforçando o estilo urbano, sofisticado e intimista característico das obras de Manoel Carlos.
O perfil maternal também não foi regra absoluta. A Helena de Viver a Vida era modelo e não tinha filhos, enquanto as de Mulheres Apaixonadas e História de Amor eram mães apenas por adoção. Mesmo assim, todas compartilhavam o mesmo traço essencial: a capacidade de se reinventar, proteger quem amam e lutar por suas próprias emoções.
Primeira e última Helena
Entre as atrizes, Lilian Lemmertz inaugurou o papel em Baila Comigo, em 1981. Regina Duarte tornou-se a maior intérprete, vivendo três Helenas. Taís Araújo foi a mais jovem e Julia Lemmertz encerrou o ciclo.
