Antes de morrer, Isabel Veloso foi acusada de mentir sobre câncer ao dizer que tinha apenas seis meses de vida

Isabel Veloso faleceu em decorrência de complicações após um transplante de medula óssea; ela lutava contra um linfoma de Hodgkin.

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A influenciadora Isabel Veloso faleceu neste sábado, 10 de janeiro, aos 19 anos. Durante sua trajetória, ela enfrentou críticas nas redes sociais e chegou a ser acusada de mentir sobre o câncer após receber dos médicos uma expectativa de vida de cerca de seis meses.

Em março de 2024, Isabel explicou aos seguidores que a previsão médica se baseava no avanço da doença e no risco elevado do tumor em seu corpo. Ela rebateu diversas críticas, esclarecendo que a estimativa de vida se referia ao processo de terminalidade e que muitas pessoas comentavam sem conhecer sua história. Ela desabafou sobre o cansaço emocional causado pelos comentários negativos, apesar de afirmar que mantinha a consciência tranquila.

Em entrevista, Isabel Veloso desabafou sobre as críticas que recebia na web

A influenciadora também contou à CNN que, no início de sua carreira como digital influencer, foi difícil lidar com ataques online. Ela afirmou que a internet possui aspectos positivos, mas também pode ser cruel, e que muitas pessoas criticam sem compreender a realidade dos outros.

A luta contra o câncer de Isabel Veloso 

Isabel descobriu ter linfoma de Hodgkin em outubro de 2021, aos 15 anos, quando um tumor no pescoço e no tórax começou a prejudicar sua respiração e pressionar o coração. Em fevereiro de 2022, ela mostrou nas redes sociais que havia perdido os cabelos devido à quimioterapia. Após concluir o tratamento em março, percebeu que a doença não havia respondido como esperado.

Ela passou por um transplante de medula óssea autólogo, usando suas próprias células, e em janeiro de 2023 anunciou aos seguidores que havia vencido o câncer. Nos meses seguintes, manteve tratamento com imunoterapia para fortalecer seu organismo.

Em janeiro de 2024, Isabel comunicou que o tumor havia retornado e que a doença era considerada terminal. Ela afirmou que a fé e o apoio da família tornavam o peso da situação mais leve.

Em maio de 2025, entrou novamente em remissão e realizou um transplante de medula óssea com células de seu pai, que apresentava 60% de compatibilidade. O procedimento foi bem-sucedido e ela recebeu alta antes do previsto.

Pouco depois, Isabel precisou retornar ao hospital e ser entubada na UTI devido a uma crise respiratória causada pelo excesso de magnésio no sangue, mostrando a complexidade e os riscos do tratamento que enfrentava.