A família de Brigitte Bardot revelou nesta quarta-feira (7), que a atriz francesa enfrentava uma batalha contra o câncer antes de falecer. Bernard d’Ormale, viúvo da artista, confirmou que ela passou por dois procedimentos cirúrgicos para tentar tratar o tumor não especificado.
A atriz convivia com dores persistentes na região das costas que causavam profundo sofrimento e exaustão física. Segundo o relato do viúvo ao Paris Match, o desconforto era constante e permanecia mesmo nos momentos em que ela estava em repouso.
Bardot já possuía um histórico médico de enfrentamento à doença após ser diagnosticada com câncer de mama na década de 1980. As últimas palavras da artista foram pew pew, uma expressão carinhosa utilizada por ela para se referir aos seus familiares e amigos mais íntimos.
Trajetória no cinema e projeção internacional
Nascida em Paris no ano de 1934, Brigitte Bardot alcançou o estrelato mundial ao protagonizar o filme E Deus criou a mulher em 1956. A obra dirigida por Roger Vadim redefiniu a imagem pública da atriz e a transformou em um símbolo global de liberdade e ruptura de costumes.

Ao longo de duas décadas de carreira, a artista participou de aproximadamente 50 produções cinematográficas que marcaram diferentes gerações. Títulos como A verdade e O desprezo são frequentemente citados por especialistas como os momentos de maior prestígio em sua atuação dramática.
Legado nas artes e defesa dos animais
A carreira da atriz incluiu participações em filmes de grande repercussão como Viva Maria! e As petroleiras, onde dividiu a cena com outros nomes memoráveis. Além da atuação, Bardot consolidou uma trajetória de sucesso como modelo e cantora, sendo uma das personalidades mais fotografadas de sua época.
Mesmo nos momentos finais de vida, a artista demonstrou uma preocupação contínua com a causa dos animais. Sua despedida encerra um ciclo de décadas dedicadas tanto ao entretenimento quanto ao ativismo ambiental e proteção aos seres vivos.
