O apresentador Guilherme Rivaroli retornou ao comando do Balanço Geral Curitiba nesta segunda-feira (05/01), após a repercussão negativa de um áudio vazado na última sexta-feira. Durante o intervalo da transmissão ao vivo no YouTube, o jornalista foi flagrado celebrando os índices de audiência e sugerindo que deveria haver um desaparecimento por dia para manter os números elevados.
A fala ocorreu no contexto da cobertura sobre o desaparecimento de Roberto Farias Tomaz, um jovem de 19 anos que se perdeu durante uma trilha no Pico Paraná. O áudio registrou o momento em que Rivaroli comparava o desempenho da Record com a concorrência enquanto mencionava o caso policial de grande repercussão.
Nesta segunda-feira, o âncora abriu o programa assumindo a responsabilidade pelo comentário e classificando a própria fala como uma falha grave que machucou muitas pessoas. Ele afirmou que não existem mentiras em sua vida e decidiu fazer o registro oficial sobre o ocorrido antes de dar continuidade ao noticiário habitual da emissora paranaense.
Pronunciamento do apresentador
Rivaroli justificou que o comentário inadequado aconteceu após duas horas de uma cobertura intensa e exaustiva que deixou a equipe esgotada física e mentalmente. Apesar da explicação sobre o cansaço, o jornalista reforçou que o contexto não servia como desculpa para a leviandade das palavras proferidas nos bastidores.
O apresentador explicou que a declaração não reflete seus valores pessoais e nem os princípios éticos defendidos pela RIC Record no exercício do jornalismo. Ele ressaltou que tragédias envolvem dores reais de famílias e que tais situações jamais devem ser tratadas de maneira desrespeitosa ou focada apenas em resultados.
Retorno ao comando da atração
O jornalista informou ao público que entrou em contato direto com a família de Roberto Farias Tomaz para pedir desculpas pessoalmente pelo comentário infeliz. Segundo o relato feito ao vivo, o pedido de perdão foi aceito pelos familiares do jovem, que foi localizado com vida após caminhar por mais de 20 quilômetros.
A RIC Record optou por manter o profissional no cargo sem aplicar suspensões ou reprimendas públicas mais severas após o pedido de desculpas. O encerramento do pronunciamento focou no compromisso de seguir com o trabalho jornalístico pautado pela responsabilidade e pela empatia com as vítimas das notícias veiculadas.
