‘Queimava em praça pública’: José de Abreu rasga o verbo após EUA capturar Nicolás Maduro

O ator deixou claro que está revoltado com Donald Trump e usou as redes sociais para protestar.

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O ator José de Abreu utilizou suas redes sociais para manifestar indignação após a incursão militar dos Estados Unidos na Venezuela. O artista brasileiro declarou a intenção de devolver seu visto americano como forma de protesto contra a ação autorizada por Donald Trump.

A mobilização do ator ocorreu após forças americanas realizarem ataques em Caracas e capturarem Nicolás Maduro no início de janeiro de 2026. José de Abreu afirmou que não pretende visitar o território norte-americano enquanto a atual gestão permanecer no poder.

Em suas publicações, o intérprete questionou a Embaixada dos Estados Unidos sobre os procedimentos para a devolução do documento oficial. Ele ressaltou que, embora o passaporte seja brasileiro, o visto é propriedade do governo americano e não deve ser destruído.

Reações e contexto internacional

O posicionamento de José de Abreu surge em um momento de forte polarização sobre a intervenção militar na América Latina. Outras personalidades e governos de países como Brasil e México também emitiram notas condenando a violação da soberania venezuelana.

 “O passaporte pertence ao governo brasileiro. Mas o visto americano, aquilo que é colado no passaporte, pertence ao governo americano. Não posso rasgar ou queimar algo que não me pertence. Apenas se informem. Senão queimava em praça pública”, declarou o ator. Donald Trump justificou a operação como uma medida necessária para combater o narcotráfico e retomar o controle de recursos estratégicos. O presidente americano anunciou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela durante um período de transição política.

Desdobramentos da crise diplomática

A captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cília Flores, resultou no encaminhamento de ambos para um tribunal em Nova York. O governo venezuelano remanescente classificou o episódio como um sequestro internacional e convocou a resistência interna.

Organismos internacionais e especialistas em direito debatem a legalidade da invasão, que não contou com autorização prévia do Congresso americano. O cenário atual na região é de instabilidade, com ameaças de novas ações militares contra outros países vizinhos.