A atriz Maria Ribeiro, ícone do cinema brasileiro, faleceu aos 102 anos no dia 29 de dezembro em Genebra, na Suíça. A notícia da morte foi confirmada por sua filha, Wilma Lindomar da Silva, através de publicações em redes sociais.
A artista ganhou reconhecimento internacional por sua interpretação como Sinhá Vitória no filme Vidas Secas, lançado em 1963. A obra é uma adaptação do livro homônimo de Graciliano Ramos e permanece como um marco do Cinema Novo.
Nascida em Sento Sé, no interior da Bahia, a atriz teve uma infância marcada pela realidade do sertão nordestino. Antes de se fixar no Rio de Janeiro aos 15 anos, ela residiu nas cidades de Juazeiro e Pirapora.
Trajetória profissional e descoberta
No Rio de Janeiro, Maria Ribeiro exerceu funções em laboratórios farmacêuticos, fábricas e tipografias locais. Sua entrada no mundo das artes ocorreu enquanto trabalhava na Líder Cine Laboratórios, onde conheceu o diretor Nelson Pereira dos Santos.
Embora não tivesse formação artística prévia e estivesse próxima dos 40 anos, ela aceitou o convite para o cinema. Sua atuação como a matriarca de uma família de retirantes tornou-se sua performance mais emblemática na história da cinematografia nacional.

Filmografia e legado familiar
A carreira da atriz incluiu participações em produções como A Hora e a Vez de Augusto Matraga e O Amuleto de Ogum. Seu último trabalho registrado foi no filme As Tranças de Maria, lançado no ano de 2003.
Maria Ribeiro deixa uma filha, uma neta e um grupo de oito bisnetos que residem no exterior. O corpo da artista permaneceu na Suíça, país onde ela escolheu viver suas últimas décadas de vida.
