A prefeitura de Marabá organizou uma festa de Réveillon com estrutura de grande porte e anunciou o cantor Zezé Di Camargo como a atração principal. O evento gerou grande expectativa na região, especialmente pelo investimento público em um cachê estimado em R$ 1 milhão.
Durante a apresentação, o público presente começou a notar inconsistências entre os movimentos do artista no palco e o áudio reproduzido. Em poucos minutos, a suspeita de que o show não estava ocorrendo ‘ao vivo’ tomou conta da multidão.
Vídeos da performance foram compartilhados instantaneamente nas redes sociais, gerando questionamentos sobre a autenticidade da execução vocal. A rapidez das publicações digitais transformou o burburinho local em uma discussão de alcance nacional ainda durante a madrugada.
Reações da plateia e interrupção da transmissão
A insatisfação dos espectadores cresceu à medida que as evidências de uso de playback integral se tornavam mais evidentes para quem acompanhava o show. Muitos cidadãos manifestaram indignação pelo fato de a festa ter sido financiada com recursos públicos sem a entrega de uma performance ao vivo.
O desconforto generalizado levou à interrupção abrupta da transmissão oficial do evento pelas plataformas digitais da prefeitura. A administração municipal declarou posteriormente que a suspensão da live foi uma medida técnica adotada para conter a escalada de críticas.
Polêmicas sobre o cachê e repercussão nacional
O valor pago ao artista já era objeto de contestações políticas e sociais antes mesmo do início das celebrações de virada de ano. Após o incidente, as críticas se intensificaram devido à percepção de que o serviço prestado não condizia com o alto investimento realizado.
Até o momento, não houve um posicionamento oficial detalhado do cantor ou dos organizadores que explicasse as falhas apontadas pelo público. O caso segue repercutindo como um dos assuntos principais da virada, focando no debate sobre a utilização de dublagem em eventos públicos.
