Os telespectadores que estão acompanhando Três Graças testemunharão uma das cenas mais impactantes e desalentadoras da trajetória de Gerluce (Sophie Charlotte). Movida pela indignação e pela esperança de ver a Justiça agir contra o poderoso Ferette (Murilo Benício), a cuidadora finalmente decidirá denunciá-lo pelos remédios falsificados distribuídos à população carente.
Mas segundo Vitor Peccoli, colunista do Resumo das Novelas ON, o que deveria ser um ato de coragem acabará se transformando em um choque de realidade que a deixará em pânico e sem chão.
Delegado não aceita a denúncia de Gerluce
A sequência, prevista para ir ao ar a partir do capítulo 21, mostrará Gerluce chegando à delegacia do bairro disposta a relatar o esquema de falsificação que tem colocado vidas em risco — incluindo a de sua mãe, Lígia (Dira Paes). Determinada, ela explicará ao delegado Fausto que a Fundação Ferette é responsável pelos medicamentos adulterados que estão circulando na Chacrinha. O policial, no entanto, reagirá com frieza e ceticismo.
Sem provas materiais e com medo de se expor, Gerluce tentará manter o anonimato, o que deixará o delegado ainda mais impaciente. Ele deixará claro que não aceita denúncias sem identificação e que não pretende “bater de frente com um dos homens mais poderosos da cidade” sem garantias concretas. A tensão crescerá até o momento em que Fausto, irritado, admitirá que teme o empresário e que se recusa a colocar sua própria vida em risco.
Fausto diz o que pode acontecer com Gerluce
Em um dos trechos mais fortes da conversa, o delegado dirá que Ferette tem poder suficiente para destruir carreiras e vidas com um simples estalar de dedos. A advertência soará quase como uma ameaça velada, e Gerluce perceberá o tamanho da rede de corrupção e medo que mantém o vilão intocável. Fausto deixará claro que não pretende investigar o caso e, pior, aconselhará a mulher a voltar para casa e se conformar. “E também dê graças a Deus por eu não fazer parte de nenhum esquema. Pois, se fosse o caso, eu não lhe deixava sair daqui até saber seu nome e endereço… E aí, antes mesmo da coitada de sua mãe, era a senhora que podia aparecer morta!”, dirá ele.
O diálogo, tenso e carregado de desespero, mostrará o abismo que separa os poderosos da população pobre e a impotência das vítimas diante de um sistema paralisado pelo medo e pela corrupção. A decepção de Gerluce será profunda — e, ao sair da delegacia, ela compreenderá que a Justiça não a protegerá.
