A morte de Odete Roitman (Debora Bloch) em Vale Tudo prometia ser o ponto alto da novela, capaz de prender o público à frente da tela, roendo unhas e tentando descobrir o assassino. Conforme a colunista Carla Bittencourt, do portal Léo Dias, no entanto, os últimos capítulos transformaram o que poderia ser um suspense eletrizante em um verdadeiro festival de confusão e cenas sem conexão.
Ainda segundo a jornalista, os depoimentos dos cinco suspeitos — Maria de Fátima (Bella Campos), Celina (Malu Galli), Heleninha (Paolla Oliveira), Marco Aurélio (Alexandre Nero) e César (Cauã Reymond) — foram conduzidos de maneira desorganizada, deixando o telespectador perdido entre pistas e contradições. Desde segunda-feira (6), a trama vem acumulando erros de roteiro que dificultam identificar o que é realmente relevante para o mistério e o que é apenas enrolação.
Declaração de Carla Bittencourt sobre Vale Tudo
Carla Bittencourt acrescenta que no capítulo desta quinta-feira (9), a situação atingiu o ápice do caos: os suspeitos depuseram em sequência, como se estivessem em um confessionário de reality show, sem advogados, sem lógica e com flashbacks repetitivos. Cada personagem aproveitou a vez para desabafar, enquanto o delegado, em vez de criar tensão, parecia mais um alívio cômico, tirando toda a seriedade do momento.
Jornalista aponta falta de coerência na novela das nove da Globo
A colunista diz que a falta de coerência entre os capítulos gerou ainda mais confusão. Personagens agem de maneiras diferentes em momentos distintos, e cenas se contradizem, tornando impossível para o público construir teorias consistentes sobre o crime. “Tudo parece jogado. Qualquer um pode ser o assassino da Odete, mas não porque a história levou a isso”, disse.
Por fim, Carla Bittencourt diz que Manuela Dias, ao assumir o remake, transformou um dos finais mais icônicos da TV brasileira em uma sequência arrastada e sem impacto. Vale Tudo tinha potencial para emocionar e surpreender, mas entregou um enredo desarticulado que decepcionou tanto os fãs quanto o público geral.
