A repórter Flávia Cintra é bastante conhecida do público da Globo. Há 32 anos, quando tinha 18 anos, ela sofreu um grave acidente de carro e ficou tetraplégica. No Fantástico deste domingo (15), Flávia falou sobre as dificuldades na época do acidente, a falta de acessibilidade. “Foi duro”, disse ela.
“Corta para 32 anos depois quando já apropriada da minha identidade de cadeirante, eu recebo o desafio de experimentar o primeiro exoesqueleto criado para pessoas tetraplégicas como eu”, disse. “Foi arrebatador”, afirmou a jornalista.
Reportagem do Fantástico sobre descoberta da UFRJ
Uma nova pesquisa reacendeu a esperança de pacientes com lesão na medula espinhal, condição grave que pode causar perda parcial ou total dos movimentos. Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vêm desenvolvendo há mais de 20 anos uma proteína chamada polilaminina, que pode abrir caminho para um possível tratamento. Até hoje, não existe solução capaz de reverter esse tipo de dano de forma efetiva.
A polilaminina é uma versão criada em laboratório da laminina, proteína natural presente durante o desenvolvimento embrionário. Essa substância desempenha um papel essencial na formação e na conexão dos neurônios, algo fundamental para o funcionamento do sistema nervoso. Os pesquisadores acreditam que essa recriação pode estimular o mesmo processo em pacientes que sofreram lesões.
A expectativa é que, aplicada diretamente no ponto da lesão, a polilaminina seja capaz de estimular os nervos a criarem novas rotas. Isso poderia possibilitar o restabelecimento de parte dos movimentos perdidos, oferecendo uma nova chance de qualidade de vida a pessoas que enfrentam limitações severas. Embora os estudos ainda estejam em andamento, a descoberta é vista como promissora no campo da medicina regenerativa.
Depoimento de Flávia Cintra
A reportagem do Fantástico pode ser assistida na Globoplay e também na página do Show da Vida no g1. O depoimento pessoal de Flávia Cintra chama bastante a atenção. “Será que em alguns anos quem sofrer um acidente como o meu não vai mais ficar tetraplégico? Que seja assim”, disse a jornalista.
